Um cantinho da QS 303 em Samambaia Sul guarda inúmeras e emocionantes histórias. Quem passa pelas ruas não imagina que os muros cinzentos do Centro de Ensino Especial (CEE) são a embalagem da vida colorida de mais de 300 jovens especiais. A escola é essencial para a adaptação deles. Mas os principais alunos são os pais e professores, viagra order que recebem verdadeiras lições de vida e de superação.
Fundada em 1998, medical a escola é responsável pela educação, rx adaptação e sociabilização de jovens portadores de alguma deficiência. Cada menino e menina é dono de uma história de vida exclusiva. Entre os alunos, o sorriso, o carinho e o olhar cheio de afeto são os detalhes que os tornam especiais.
Graziela Martins de Vieira é uma dessas crianças. A menina de sete anos está na escola desde os seis meses. Com um sorriso tímido e olhar desconfiado, basta alguns minutos para que ela revele a ternura.
A mãe dela, Maria Valterneide Martins de Vieira, 47 anos, conta que foi no posto de saúde da cidade que descobriu ser a filha uma criança especial. Mas, no CEE, ela aprendeu a andar e desenvolveu a coordenação motora. A mãe, que acompanha a filha na ida e na volta da escola, afirma: “Se não fosse a escola e o trabalho dos professores, ela não tinha se desenvolvido tanto”. A menina, de 7 anos, é assídua às aulas.
Estímulos
Na escola tudo é especial. São 119 professores e sete monitores que, além de trabalhar, doam amor. “A gente vibra e se emociona com cada progresso”, comenta a professora Areuda Menezes. Ela é uma das responsáveis em conduzir a “trilha sensorial”, uma aula que estimula a imaginação e a sensibilidade.
Entre as aulas que mais chamam a atenção está a equoterapia. São cerca de 70 alunos atendidos duas vezes por semana. A modalidade com mais alunos é a Educação Precoce: são 120 crianças entre 0 e 3 anos. Oficinas também fazem parte do currículo pedagógico. Entre elas, as principais são as aulas sobre meio ambiente, reciclagem e o cultivo de horta.
A tecnologia também está presente no CEE. O laboratório de informática, que ainda nem foi inaugurado oficialmente, é a grande sensação do momento. “Os alunos aparecem toda hora na sala dos computadores perguntando se vai ter aula”, conta o professor de informática Cleuber Banks. A implantação do laboratório foi uma luta dos próprios professores e se tornou real com doações da comunidade.
Os computadores não foram a única vitória dos professores. “Tudo que é feito aqui é batalhado por nós”, conta a supervisora administrativa, Fátima Afrodite. O compromisso deles coloriu e transformou as aulas dos meninos. No entanto, ainda há reclamações, como a ausência de cobertura na quadra de esportes, uma piscina aquecida para as aulas de sensibilidade e até parquinhos adaptados. Segundo o secretário de Educação, José Luiz Valente, a secretaria está ciente dos problemas, que devem ser solucionados em breve.