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Brasília

Centro de Brasília acomoda apenas um terço dos carros que trafegam no local

Arquivo Geral

12/07/2010 8h09

Marina Marquez
marina.marquez@jornaldebrasilia.com.br

 

A região central de Brasília possui hoje cerca de 15 mil vagas públicas de estacionamento. A quantidade é um terço do que o Departamento de Trânsito (Detran), responsável pela estimativa, avalia que seja necessário para atender à frota de veículos, que cresceu 8,6% no último ano. Esse aumento, aliado às condições do transporte público e à falta de vagas para estacionar, tem tornado muito difícil deixar carros em locais como os setores comercial, hospitalar, bancário e de autarquias.

 

A situação é crítica. A cidade não foi projetada para acomodar – nem nas vias, nem nos estacionamentos – a quantidade de carros que o Distrito Federal possui. Segundo o diretor de Policiamento e Fiscalização do Detran, Silvain Fonseca, a frota atual já permite acomodar toda a população nos carros. Ele lembra que há algum tempo ultrapassamos a marca de um milhão de carros. Assim, se carregarmos duas pessoas em cada carro, dá para  transportar toda a população da cidade. “É impossível continuar assim”, avalia.

 

Fonseca não é o único preocupado com o transporte e o trânsito da cidade. Para Artur Morais, pesquisador do Centro Interdisciplinar de Pesquisa em Trânsito da Universidade de Brasília (UnB), se não for pensada uma solução conjunta para essa realidade, a tendência é só piorar. “Enquanto não havia fiscalização, a dificuldade de encontrar vagas era a mesma, mas as pessoas paravam em cima das calçadas, em local proibido, sem se sentirem incomodadas. Agora, com a fiscalização, começam a sentir no bolso e o problema deve ser discutido”, afirma.

 

O pesquisador explica que pelo menos 10 mil novos carros são registrados mensalmente. Pessoas que vêm do Plano Piloto e das outras cidades do DF tentam estacionar os carros em áreas criadas quando a cidade foi projetada, em 1960. “Não faz sentido. Está passando da hora de se criar um planejamento urbano de transporte, trânsito e deslocamento”, argumenta.

 

Leia mais na edição desta segunda-feira (12) do Jornal de Brasília.

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