Mariana Laboissière
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Em um mês, 49% da população e 47% dos domicílios do Distrito Federal já receberam a visita dos recenseadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Isso significa dizer que, até o momento, quase 1,3 milhão de pessoas respondeu aos questionários aplicados nas cidades do DF e que mais de 374 mil moradias nestas localidades foram recenseadas. O recorte da região Centro-Oeste, foi de 6.748.284 pessoas entrevistadas e 2.053.443 domicílios percorridos. Os dados fazem parte do segundo balanço parcial do Censo 2010, divulgado ontem pelo instituto.
O que o IBGE não esperava era que apenas 0,1% da população do DF optasse por responder os questionários por meio da internet – novidade na coleta deste ano. A expectativa inicial era de 8% a 10% de adesão. Uma enquete feita pelo Jornal de Brasília na manhã de ontem mostrou que boa parte da população questionada, mesmo após ter respondido ao censo, desconhecia a possibilidade de obter os questionários pela web. Do total de pessoas interpeladas, cerca de 70% disseram não ter ficado sabendo do novo dispositivo.
“Em 2009 tivemos um teste da coleta na internet e áreas do Setor Sudoeste foram abordadas. Mesmo com toda falta de divulgação conseguimos 8% de alcance. A partir daí, fizemos uma projeção”, explica a coordenadora Operacional do Censo 2010 no Distrito Federal, Verônica Teixeira Magalhães dos Santos. “Claro que vamos continuar investindo nesse mecanismo alternativo, mas sabemos que a coleta presencial é muito rápida em função dos PDAs (computadores de mão usados pelos recenseadores para coleta dos dados), porque hoje uma pessoa não leva mais de cinco minutos para responder aos questionários”, arremata.
A coordenadora acrescenta que o IBGE apostava na internet como alternativa às pessoas com domicílios fechados – local com evidência de morador, mas onde ninguém foi encontrado, e residências cujos moradores se recusam a fornecer informações. “Essa é uma boa solução, mas para que isso seja realmente feito precisamos que o morador entre em contato conosco”, esclarece Verônica. “Não acreditamos que haja burocracia no processo e que isso influencie o dado, afinal, hoje é rápido responder às perguntas, inclusive pela internet. Mas, sem dúvida, é mais prático receber o recenseador, uma vez que usar o mecanismo on-line depende da banda larga e, muitas vezes, realizar o processo interfere na rotina do morador”, justifica.
Leia mais na edição desta terça-feira (31) do Jornal de Brasília.