Menu
Brasília

Cenário político tumultuado no DF

Arquivo Geral

16/02/2010 9h31

Natasha Dal Molin

Para os especialistas, a situação
política do DF segue indefinida. Com a operação da Polícia Federal (PF) em
curso, é possível esperar por novos acontecimentos. Dos resultados imediatos
como: a queda da popularidade de José Roberto Arruda (sem partido), que até o
momento segue preso na Superintendência da PF, em uma situação sem precedentes
na história política nacional e do anúncio de que o governador interino, Paulo
Octávio (DEM) de que estará de fora na próxima disputa, ainda restam muitos
outros menores e significativos rearranjos.

As investigações da Operação
Caixa de Pandora seguem em segredo de justiça. Até o momento, dez deputados
distritais foram citados. A prisão do governador José Roberto Arruda e de mais
cinco aliados tornou a situação ainda mais complicada. Com o afastamento de
Arruda, assumiu o vice, Paulo Octávio, mas que o partido já estuda expulsar da
legenda, segundo alguns membros mais conservadores. PO, que com poucos dias de
governo já tem pedidos de impeachmeant protocolados, já afirmou publicamente
que abrirá mão das eleições. Arruda, mais ainda, já que, mesmo se inocentado
das atuais acusações, saiu do partido às vésperas da expulsão da legenda.

O cientista político da
Universidade de Brasília (UnB) Ricardo Caldas aponta para a última pesquisa do
Datafolha, de dezembro, que indica 40% de intenção dos votos para o
ex-governador Joaquim Roriz (PSC), o que asseguraria a decisão sem sequer haver
a necessidade de segundo turno. Para o professor, embora uma leitura inicial da
atual crise política possa apontar para o crescimento dos partidos de oposição,
ele não vê essa possibilidade. “Isso provavelmente não ocorrerá porque o
eleitor de Arruda é de perfil conservador. A lacuna aberta com a saída de Arruda
do pleito será preenchida com votos para Roriz”, avalia.

Ricardo Caldas diz que as
denúncias geralmente vêm com mais força em ano eleitoral e não descarta a
possibilidade de surgirem escândalos envolvendo os candidatos. “Caso
aconteça alguma denúncia nova, além dessas que já foram publicadas e parecem
não ter surtido efeito na popularidade de Roriz, e que venham a destruir a
imagem dele, o que eu acho difícil, pode ser que os votos dele se dividam entre
os outros candidatos”, analisa.

Para Caldas, não fará muita
diferença nas urnas em relação ao candidato que o PT escolher, dentre os que já
estão apontados. “Seja Agnelo ou Magela, qualquer um dos dois candidatos
não mudaria substancialmente o quadro de votos. Eles terão os votos dos
eleitores do PT e não mais do que isso”.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado