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Brasília

Celular furtado foi parar em loja de comerciante, que o devolveu ao dono

Arquivo Geral

16/01/2015 7h00

O ano começou com um motivo a mais para confiar na honestidade das pessoas. Pelo menos para o professor de educação física e personal trainer Arthur Sampaio, de 28 anos. Em novembro  passado, ele teve   o celular, um iPhone 5S, avaliado em aproximadamente R$ 2,5 mil, roubado do interior de seu veículo. Agora, dois meses depois, teve uma grata surpresa.

Graças a Wellington Frank Gonçalves,   24 anos, o educador físico pôde reaver o telefone. Isso porque o aparelho foi parar na loja do comerciante.  Wellington  trabalha com assistência técnica de celulares e informática. Desconfiado da procedência do aparelho, decidiu procurar o verdadeiro dono daquele bem.

Prejuízo

O furto do telefone ocorreu na 604 Norte, em frente a um clube   onde Arthur costuma se encontrar com os amigos para jogar futebol. Após a partida, o professor de educação física retornou ao   carro, por volta das 12h, e encontrou  o vidro  quebrado. “Levaram diversos pertences: meus óculos, dinheiro e o meu celular, o que me causou um enorme prejuízo”, afirma Sampaio.

Após contabilizar   as perdas, ele procurou a polícia para registrar   boletim de ocorrência, e, depois, fez o bloqueio do aparelho, para que quem estivesse com o celular não pudesse utilizá-lo nem ter acesso a  informações. “O final de 2014 foi muito conturbado para mim. Tive alguns problemas financeiros e esse prejuízo do celular foi um episódio a mais para agravar a minha situação”, conta Arthur.

Mas o desânimo começou a diminuir no primeiro dia do ano. De férias, Arthur recebeu uma mensagem no perfil de uma rede social. “Wellington me adicionou, dizendo que estava com o meu celular. Não acreditei que em pleno dia primeiro iria receber uma notícia assim. Marquei com ele para buscar, até ofereci uma recompensa, mas ele   se recusou a receber”, relata.

Da Asa Norte, o celular foi parar em Samambaia. “Eu revendo peças e negociei com o rapaz que trouxe o aparelho do Arthur. Ele queria me revender por apenas R$ 300. Fiz a troca por um aparelho bem mais barato, mas, como é de praxe, fui verificar em qual condição estava o celular. Vi que ele estava bloqueado, logo havia algo errado”, conta Wellington.

Internet ajudou nas buscas

Depois fazer uma busca no sistema operacional do celular, por meio de um programa, o dono da loja, Wellington,  encontrou o número do telefone de Arthur. Com o dado em mãos, Wellington fez uma pesquisa no Facebook, e logo encontrou o perfil do personal trainer. 

“Não foi a primeira vez que isso ocorreu. Logo que abri a loja, um homem solicitou que eu desbloqueasse um iPhone 4, que se encontrava na mesma situação. Fiz o procedimento de verificação e consegui encontrar a dona para devolver”, conta. A devolução do aparelho de Arthur ocorreu na   semana passada, na loja de Wellington, em Samambaia.

Valores

O comerciante afirma ficar feliz com as próprias atitudes. “Reproduzo na minha vida os valores que aprendi com a minha família, e um dos principais é a honestidade. Sei que um aparelho desses é caro, e raramente uma pessoa consegue comprá-lo com facilidade. Devolver para o dono original faz com que eu me sinta uma pessoa melhor, que está tomando a atitude correta”, reflete.

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