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Brasília

Celina Leão participa de reunião do PL e defende busca por votos no segundo turno

Governadora esteve ao lado de Flávio Bolsonaro, Michelle e Nikolas Ferreira em encontro que discutiu estratégias para a segunda etapa das eleições

Débora Oliveira

07/10/2026 19h57

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Foto: Murillo Dantas

A governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), participou nesta quarta-feira (7) de uma reunião com a bancada do Partido Liberal (PL) e lideranças para discutir as estratégias do segundo turno. O encontro contou com a presença do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, do deputado federal Nikolas Ferreira e da senadora Damares Alves, além de parlamentares eleitos e integrantes da campanha. A reunião ocorre em meio à articulação dos partidos aliados para ampliar a votação na segunda etapa das eleições.

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Foto: Murillo Dantas

Ao comentar a estratégia para o segundo turno, Celina afirmou que pretende recuperar votos de eleitores que não compareceram às urnas e conquistar aqueles que ainda não decidiram o voto. A governadora terminou o primeiro turno com 49,93% dos votos válidos e disputará o cargo com Leandro Grass (PT). “Teve muita gente que me falou: ‘Eu nem saí de casa, mas eu gostei que você está no pleito’. Então, trazer esse voto que já era nosso, que não votou, buscar o voto do indeciso”, afirmou.

Celina também disse que pretende conduzir a nova etapa da campanha com foco na comparação entre os projetos apresentados para o Distrito Federal. Segundo ela, a estratégia será apresentar resultados da atual gestão e defender a continuidade do trabalho. “Nós temos um projeto muito claro. Um projeto consolidado, um projeto de trabalho, quatro meses de muita entrega”, declarou.

A governadora citou ações realizadas durante o período em que está à frente do Executivo local e afirmou que pretende levar esse balanço para a campanha. Entre os exemplos mencionados, estão a realização de procedimentos e consultas na rede pública de saúde e a criação de novas cidades. “Sou a governadora que operou 20 mil pessoas em quatro meses, 200 mil consultas, 19 UBS físicas na sua porta, a governadora que criou duas cidades”, disse.

Celina também falou sobre a disputa presidencial e avaliou que a aproximação de partidos de centro com a candidatura de Flávio Bolsonaro pode alcançar eleitores que não se identificam com a polarização. Pela manhã, Flávio recebeu o apoio da federação União Brasil e Progressistas, em uma reunião que contou com lideranças como Tereza Cristina e ACM Neto. (leia na página 6)

“Eu acho que os partidos de centro poderem abraçar esse projeto trazem aquilo que muita gente não quer, a polarização. Com a vinda desses partidos de centro, eles trazem a chancela para que esse voto venha para o Flávio Bolsonaro”, afirmou Celina. Para ela, o movimento pode ainda estimular outros estados a entrarem na campanha e ajudar a atrair o eleitor indeciso, especialmente aquele que prioriza temas como economia, emprego, infraestrutura e impostos.

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Foto: Murillo Dantas

Em conversa com a imprensa no final do evento, Celina também relatou uma fala de Flávio sobre a relação entre os Poderes da República. Segundo a governadora, o candidato afirmou que pretende manter uma postura de equilíbrio institucional. “Não vai ter loucura, não vai ter desequilíbrio, não vai ter um desprezo às instituições. Pelo contrário, vai ter um reequilíbrio das instituições”, relatou. Ela acrescentou que, na avaliação dela, a separação das atribuições entre os Poderes pode ajudar a dialogar com o eleitorado de centro. “A política é aquilo que é da política, o Judiciário é aquilo que é do Judiciário. Acho que isso traz um equilíbrio, tanto de falas quanto de narrativas”, afirmou.

Ao longo do dia, Celina manteve uma agenda voltada à articulação política para o segundo turno. Além da reunião com o PL, a governadora participou de uma gravação com candidatos do Partido Novo, no escritório de Kiko Caputo, no Lago Sul. A agenda também incluiu compromissos de campanha no Distrito Federal e reuniões com aliados para organizar a atuação na reta final da disputa.

Kiko Caputo afirmou que, apesar das críticas do partido à condução do governo anterior, a convergência ideológica e o compromisso com propostas para o Distrito Federal levaram o Novo a apoiar a reeleição de Celina. “Nós temos uma concordância ideológica que nos impõe estar com ela agora. Fizemos uma aliança programática e recebemos da governadora a assinatura de uma carta compromisso com princípios que defendemos no Partido Novo”, disse. Segundo ele, o apoio será acompanhado de uma postura de fiscalização. “Ela vai ter companheiros críticos que querem o melhor para o DF, como eu sei que a senhora também quer”.

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