O médico Valdir Nunes de Sousa é o novo diretor da Regional de Saúde de Ceilândia. A cerimônia de posse, ocorrida nesta quarta-feira (10) pela manhã, foi presidida pelo secretário de Saúde, Joaquim Barros Neto e contou com a presença de representantes da Secretaria de Saúde, do Sindicato dos Médicos e do deputado distrital, Dr. Charles.
“Do idealismo estudantil à realidade profissional vai uma grande distância. Cabe a cada um não desistir do seu ideal. E, a cada servidor, cabe ter em mente o seu papel de servir ao público, realizando o trabalho que se propôs realizar. No futuro, quando olhar para trás, poderá ver que deixou sua marca, cumpriu seu dever em prol da comunidade”, disse o novo diretor.
Já o Secretário de Saúde defendeu o fortalecimento do SUS e das Unidades Básicas de Saúde, como verdadeiras portas de entrada para o sistema, que hoje acontece por via do pronto-socorro. Ele confirmou o envio de diversos profissionais recém-contratados para a Regional de Ceilândia e apontou alguns “gargalos”, que podem ser corrigidos.
A falta de anestesistas – que depende de um diálogo com a categoria, defendendo a cooperativa como uma proposta viável -, promover esforços no sentido de reviver a Fundação Hospitalar – ainda que em novo formato -, investir em UTIs em vez de contratar o serviço particular, priorizar a periferia e as ações básicas, conscientizar para o efetivo preenchimento dos prontuários médicos – que pode reverter em maior arrecadação-, revitalizar o Laboratório Central e alocar trinta e cinco biólogos e trinta farmacêuticos bioquímicos, além de técnicos e profissionais de diversas áreas foram algumas das ações citadas que, segundo o secretário podem melhorar o atendimento prestado pela rede.
Ele informou que, dos convocados no último concurso, boa parte não tomou posse. Uma das causas da evasão é a firme determinação de lotar os profissionais onde se façam necessários, não para satisfazer preferências pessoais. Sugeriu que as unidades instituam grupos de trabalho para tratar de questões específicas, como tempo de internação e demora no atendimento. Que se utilizem dos cursos de treinamento e capacitação oferecidos pelo Ministério da Saúde, pela FEPECS e pelas demais instituições. Motivar o servidor, propor alternativas e soluções. Mas, tudo isso, respeitando a hierarquia, passando ao chefe imediato, depois ao diretor regional e, por fim, ao secretário. Levar os documentos pessoalmente, sempre que possível.
O deputado Dr. Charles elogiou a escolha do novo diretor como uma “quase unanimidade” entre a classe médica e também defendeu a volta da Fundação Hospitalar, o fortalecimento do SUS e a reclassificação do Hospital Regional de Taguatinga para o nível terciário, que já acontece, na prática.
O representante do Sindicato dos Médicos, Antônio José, reiterou em favor do fortalecimento do SUS, contra a precarização, a terceirização e o sucateamento do sistema de saúde.