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Brasília

CCBB dá pontapé na educação financeira e oferece atividades lúdicas à garotada

Arquivo Geral

24/07/2017 7h00

Foto: Myke Sena

Manuela Rolim
manuela.rolim@jornaldebrasilia.com.br

Educação financeira vem de berço. Pelo menos na casa da professora Cléia Abreu, de 48 anos. Mãe do Marcus Henrique, 10, ela leva para casa e para dentro da sala de aula a preocupação com o controle do dinheiro. Desde de que o filho era mais novo, a educadora trata do assunto com ele e insere na rotina da criança atividades que o ajudam a colocar em prática o tema. Não por acaso, Cléia marcou presença, ontem, no projeto do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) que trata desse conteúdo voltado para o público infantil.

A iniciativa, chamada de Férias com Educação Financeira, conta com atividades variadas para todas as idades, apesar de ter sido pensada para a criançada. Contação de histórias, oficinas e palestras completam a programação até o próximo fim de semana. Em todos os encontros, a ideia é ensinar sobre trocas financeiras e soluções que equilibram sonhos e renda familiar.

Na prática, a professora Cléia já aplica a questão no dia a dia dos alunos e do filho. “Vim enriquecer meu conhecimento para orientá- los melhor ainda. Cada dia mais tenho a convicção de que as dívidas dos adultos são resultado da falta de direção por parte dos pais durante a infância”, afirma.Segundo ela, não tem idade para começar a tratar do assunto. “Desde novinho mesmo. Até porque o consumismo, a vontade de sempre pedir alguma coisa, começa cedo”, completa.

Pergunta-chave

Cléia atenta para um exercício importante. “Minha dica é sempre questionar a criança se ela apenas deseja ou tem necessidade daquilo. O papel da família é fundamental nessa conscientização. Vontade vem e passa, necessidade não”, acrescenta.

A professora explica ainda como mudou a percepção do filho sobre o tema. “Ele tem somente dez anos, mas já ganhou um cofrinho e administra o próprio dinheiro. Meus alunos são da mesma faixa etária e também receberam um cofre junto com uma agenda e um lápis. Todos calculam o quanto gastam. Além disso, pedi para eles separarem as despesas em emergência, necessidade e desejo”, conta.

Incentivo

Ela ressalta que os estudantes vão abrir uma conta no banco no fim do ano. “É um incentivo. Uma maneira de dar responsabilidade para eles”, declara. A professora lembra como a educação financeira contribuiu para o crescimento do filho.

“Há dois anos, ele tem uma meta de ganhar um celular de presente de aniversário. No entanto, falei que todo o dinheiro não poderia sair da mamãe. Desde então, ele preenche o porquinho. Dessa forma, aprende que, toda vez que tirar dinheiro de lá, maior será a espera pelo aparelho”, conclui a professora.

Aprendizado Divertido

Ontem, o projeto do CCBB trouxe a Engenhoca, ferramenta pedagógica que oferece ao público a oportunidade de pensar sobre o dinheiro de uma forma lúdica. Entre os idealizadores, o gestor financeiro Hamilton Araújo, da empresa Oficina das Finanças, levou um aparelho simples, como se fosse uma pequena caixa d’água com várias torneiras acopladas, para mostrar o impacto do desequilíbrio nas finanças.

“Por meio das torneiras, a intenção é mostrar que o controle dos gastos pertence somente ao endividado. Além disso, colocar exemplos práticos, como o desejo de uma viagem para a Disney ou qualquer outra situação, ajuda muito no entendimento das crianças. Elas começam a adquirir o hábito de poupar para ganhar o que tanto almejam”, orienta Hamilton Araújo.

Organizadora do projeto, Natália Vinhal acrescenta que o objetivo do “Férias com Educação Financeira” é levar para casa todo o aprendizado. “O nosso desejo é que os encontros sejam o pontapé inicial para que os pais continuem trabalhando esse assunto em casa”, finaliza.

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