Elaine Siqueira
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Com uma média 300 visitantes por dia, inclusive turistas de fora do País, o primeiro projeto desenhado por Oscar Niemeyer no Distrito Federal foi construído em apenas dez dias, em 1956. Em alusão ao Palácio do Catete, localizado no Rio de Janeiro, o Catetinho foi idealizado para ser a primeira residência a abrigar o presidente Juscelino Kubitschek em suas reuniões na capital federal. O prédio tem alguns pequenos cômodos, como a suíte presidencial, sala de despachos, quarto dos membros do governo, quarto de hóspedes e sala de refeições.
A ideia de sua construção, com tábuas escamadas, e vigas de madeira, em dois pavimentos, acabou surgindo de uma reunião de grandes amigos em uma mesa de bar. Para erguê-lo, 500 mil Cruzeiros foram financiados em um banco, no Rio de Janeiro. O planejamento da empreitada também incluía um núcleo de apoio, com serviços de radiofonia e radiotelegrafia.
Sem estradas
Ainda receosos, alguns dos amigos indagavam se caminhões com terra conseguiriam sair da cidade carioca e chegar até ao local, já que não havia muitas estradas naquela época. Deu-se um jeito. Do Rio de Janeiro e de avião, seguiriam operários especializados para tocar a obra. Em seguida, caminhões transportando a mobília, utensílios e roupa de cama. Planejado sem conforto, a obra teve um propósito: não afastar o presidente dos trabalhadores que ali viviam em barracas e tendas.
O Catetinho abrigou também diretores e engenheiros da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), assim como personalidades como o então presidente de Portugal, Craveiro Lopes, Tom Jobim e Vinicius de Moraes.
Em visitas constantes por Brasília, o casal de Maceió (AL) Neolander Chaves e Melissa nunca havia visitado o Catetinho. Segundo eles, esta visita será sempre lembrada por se tratar da morte de Niemeyer. “Aqui é um dos pontos turísticos que fazem parte da nossa história. Também somos fãs de JK”, conta Neolander.
O palácio pode ser visitado de terça a domingo, das 9h às 17h.