Foi arquivada pelo Tribunal de Justiça do DF a queixa-crime contra a médica que atendeu o garoto Marcelo Dino, filho do presidente da Embratur, Flávio Dino, no hospital Santa Lúcia em fevereiro último. O adolescente de 13 anos morreu na unidade hospitalar em decorrência de uma crise asmática, e a médica foi indicada por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Os familiares da vítima pretendem recorrer em tribunais superiores.
A médica entrou com um habeas corpus para trancar a ação, alegando que o Ministério Público ainda estava realizando diligências e produzindo provas e que, por isso, caberia apenas a ele oferecer a denúncia ao Juiz.
A denúncia contra a acusada alega que houve inobservância de regra técnica da profissão médica e falta de socorro imediato. O laudo cadavérico concluiu que Marcelo morreu por asfixia e tinha secreções gástricas no pulmão.
Segundo o TJ, a queixa-crime tem como objetivo subsidiar a ação criminal que poderá ser aberta pelo Ministério Público do DF. O TJ informou que a família entrou com a queixa por considerar negligente a atuação do MPDF, que ainda não entregou a denúncia à Corte.
Para a Polícia Civil, não houve demora no atendimento, mas imperícia médica, uma vez que a especialista da UTI teria adotado procedimentos supostamente errados. A médica alegou que ficou fora da UTI por 40 minutos.