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Brasília

Mortes em suposto racha na L4 Sul: quase três meses sem respostas nem indiciados

Arquivo Geral

26/07/2017 6h30

Atualizada 25/07/2017 22h23

Foto: Myke Sena

João Paulo Mariano
redacao@jornaldebrasilia.com.br

Há quase três meses, Fabrícia Gouveia, 48 anos, espera o resultado das investigações do acidente que a deixou viúva. No próximo domingo, completam-se 90 dias do suposto racha na L4 Sul que vitimou o marido dela, Ricardo Cayres, 46, e a sogra, Cleusa Maria Cayres, 69. De acordo com a Polícia Civil, o caso foi encaminhado para a Justiça sem todos os laudos, e com o pedido de mais tempo para finalizar os processos. Ainda não há prazo para o indiciamento dos envolvidos.

“Não é só uma questão de lentidão. Tem muitas coisas do processo para entender, como a evasão dos culpados, a apresentação no dia seguinte depois do flagrante, o indiciamento demorado. A gente aguarda respostas da Justiça”, relata a professora Fabrícia, que também espera o resultado das apurações policiais. Ela antecipa que, se depois do dia 30 não houver respostas mais firmes, vai começar a se mobilizar novamente para que o caso não fique no esquecimento.

O delegado da 1ª DP, Ataliba Nogueira, responsável pelo caso, assegura que as investigações foram conduzidas de forma correta e o caso foi encaminhado de forma preliminar para a Justiça no dia 7 de junho, dentro do prazo estimado após o início do inquérito. Ataliba relata que ainda não recebeu resposta do pedido de mais tempo para a conclusão do inquérito. Na época do envio, não havia o resultado final dos laudos periciais.
Assim que o inquérito voltar, os laudos serão reunidos aos autos. Em relação ao indiciamento dos envolvidos, o delegado diz que só poderá dar esse resultado quando finalizar a investigação, que depende do processo da Justiça.

Investigação
O laudo pericial, um dos que o investigador alega ter saído após o encaminhamento do processo, veio do Instituto de Criminalística da Polícia Civil em junho, e concluiu que um dos carros envolvidos no suposto pega estava a 110km/h – acima da velocidade permitida pela via, de 80km/h. Esse veículo, um VW/Jetta, era conduzido pelo advogado Eraldo José Cavalcante, 34 anos, no momento em que colidiu com o Ford Fiesta onde estava a família Cayres.

O outro carro envolvido na batida, uma Range Rover Evoque, era dirigido pelo sargento do Corpo de Bombeiros Noé Albuquerque. Um dia após o acidente, Eraldo e Noé se apresentaram à delegacia e negaram que tivesse ocorrido um racha, tampouco o consumo de bebidas alcoólicas.

Saiba mais
Em nota, o Corpo de Bombeiros informa que Noé enfrenta procedimentos administrativos que ainda não foram finalizados e que o sargento continua exercendo suas funções normalmente, conforme ocorre em processos como este. O advogado da defesa dos envolvidos, Alexandre Queiroz, afirma que só vai se pronunciar após manifestação dos condutores da investigação. No momento do acidente, também estavam no carro o marido de Cleusa Cayres, Oswaldo Clemente Caires, e Helberton Quintão, 37.

Cleusa Maria Cayres, 69 anos - A aposentada morava no Guará e era mãe de mais quatro filhos, além de Ricardo. Ela era casada há vários anos com Oswaldo.

Cleusa Maria Cayres, 69 anos – A aposentada morava no Guará e era mãe de mais quatro filhos, além de Ricardo. Ela era casada há vários anos com Oswaldo.

Ricardo Clemente Cayres, 46 - Ele trabalhava no Banco Central como designer e era casado com Fabrícia Gouveia. Também, como a mãe, morava no Guará, e antes do acidente, estavam numa festa de família

Ricardo Clemente Cayres, 46 – Ele trabalhava no Banco Central como designer e era casado com Fabrícia Gouveia. Também, como a mãe, morava no Guará, e antes do acidente, estavam numa festa de família

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