A tragédia que assolou a família do jovem José Alves chocou a população do DF. A Polícia Militar, responsável por salvar vidas, nesta história, acabou com uma. Em meio a tanta tristeza, ficou também a sensação de impunidade e a indignação dos familiares: e agora, quem vai responder pelo assassinato?
De acordo com Alexandre Queiroz, da Comissão de Ciências Criminais e Segurança Pública da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Estado deve indenizar a família. “O policial era um servidor público, em horário de serviço”, avalia. A desvantagem de um processo como esse, completa, é a demora. O governo pode oferecer suporte financeiro para tentar suprir a falta do pai de família. Contudo, o caminho é longo. Agora, tudo depende do resultado das investigações.
“Vamos oferecer todo suporte à família. Estamos à disposição para o que precisarem neste momento. Nosso interesse é realmente averiguar a verdade dos fatos”, disse o governador Agnelo Queiroz a respeito do assunto.
Ainda segundo Alexandre Queiroz, da OAB, as questões relativas à tentativa de reparar o erro fatal, como pensão ou indenização, ficam a cargo dos acordos que devem surgir no processo da família contra o Estado ou a PM. Porém, fica a certeza: o erro dos agentes da corporação não tem conserto.
“Perdi a metade da minha vida. Essa pessoa tem que pegar pelo que fez”, lamenta o irmão mais novo da vítima, Welington Chaves Pereira.