O julgamento de Luzivan Farias da Silva, price acusado de matar o dono da rede de restaurantes Bargaço, Leonel Evaristo da Rocha, tem previsão de acabar na manhã desta sexta-feira, 29/5.
Sete testemunhas foram ouvidas e, apenas uma, dispensada. Os depoimentos terminaram às 22h e logo após o juiz Fábio Francisco Esteves, presidente da sessão, começou o interrogatório do réu. Luzivan alega inocência e reafirma os depoimentos até então prestados na delegacia e em juízo.
A previsão é que o interrogatório só termine à meia noite. Depois disso, deve ocorrer o intervalo para que os jurados possam jantar. Na retomada dos trabalhos, o julgamento entrará na fase de debates que podem levar até cinco horas, entre réplica e tréplica. O juiz presidente da sessão já confirmou que pretende continuar com o julgamento até o veredicto dos jurados. A sentença deve sair após as 6h desta sexta-feira, 29/5.
Histórico do Caso
O crime ocorreu em abril de 2008, por volta das 22h15, na BR-450, no Setor de Postos e Motéis Sul, sentido Brasília-Núcleo Bandeirante. De acordo com a denúncia, o réu teria matado o empresário para ocultar falcatruas cometidas quando era gerente de um dos estabelecimentos comerciais da vítima, em Fortaleza-CE.
Duas testemunhas no caso contrariaram a versão apresentada pelo réu de que teria sido vítima, junto com o empresário, de assaltantes que abordaram o carro onde os dois estavam. Laudo da perícia constatou vestígios de pólvora nas roupas de Luzivan, compatíveis com pessoa que efetua disparos de arma de fogo.
Segundo a investigação, o réu foi auxiliado no crime por dois policiais militares, acusados de pertencer a um grupo de extermínio em Goiânia. Há indícios de que o irmão do acusado, Luís Carlos de Farias, também participou da preparação da emboscada. A quebra do sigilo telefônico de Luzivan comprovou que todos os envolvidos mantiveram contato com ele antes e depois do homicídio.