Carlos Carone e Ana Paula Andreolla
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O Ministério Público espera um desfecho positivo na decisão do colegiado de desembargadores que irá julgar o mérito do habeas corpus da arquiteta Adriana Villela, amanhã, no Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT). O promotor de Justiça Maurício Miranda acredita que a Polícia Civil já possui os elementos necessários para indiciar alguns dos suspeitos que foram presos no último dia 17. Apesar disso, desde que o crime começou a ser investigado, as autoridades nunca apresentaram qualquer tipo de prova material que confirmasse a autoria do triplo assassinato da 113 Sul.
Segundo Miranda, as novas informações podem ajudar na decisão dos desembargadores em manter presa Adriana Villela, suspeita de envolvimento na morte dos pais, o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) José Guilherme e Maria Carvalho Mendes Villela – além da empregada Francisca Nascimento da Silva, assassinados com 73 facadas, em 28 de agosto do ano passado. “Acreditamos que já temos indícios importantes, mas ainda é necessário fazer algumas averiguações”, disse o promotor.
As cinco prisões, inclusive a da vidente Rosa Maria Jaques e seu marido, João Tocchetto, além de Guiomar Barbosa da Cunha, ex-empregada da família, contribuíram para fazer o inquérito evoluir. Além deles, foi preso o policial civil José Augusto Alves. “Colhemos informações importantes destas pessoas e conseguimos responder algumas perguntas que ainda precisavam de respostas”, contou o promotor, sem entrar em detalhes, já que o inquérito corre sob segredo de Justiça.
Acompanhando o promotor, o diretor-geral-adjunto da Polícia Civil, delegado Adval Cardoso de Matos, também aposta em um trunfo conseguido pelos investigadores da Coordenação de Investigação de Crimes Contra a Vida (Corvida). “Demos toda a tranquilidade e autonomia para a coordenação fazer a investigação necessária. Esperamos ter uma cartada final para apresentar hoje (ontem) ou, no mais tardar, amanhã, para termos uma decisão positiva no julgamento do mérito”, afirmou. No último dia 19, o relator do processo, desembargador Romão Cícero, negou habeas corpus para soltar Adriana, que permanece detida no Presídio Feminino do Gama.
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