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Brasília

Cartilha ajuda a combater preconceito contra a dermatite atópica

Publicação oferece recomendações acessíveis para famílias e profissionais de saúde, visando reduzir crises, combater mitos e melhorar a qualidade de vida de pacientes atendidos pelo SUS

Redação Jornal de Brasília

05/09/2025 14h07

Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF

Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) lançou um guia prático voltado a pais, cuidadores e profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) com orientações atualizadas sobre o manejo da dermatite atópica, também conhecida como eczema atópico. A publicação reúne recomendações nacionais e internacionais em linguagem acessível, adaptada à realidade das famílias atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A dermatite atópica é uma doença inflamatória crônica de origem alérgica e hereditária, que provoca ressecamento, coceira, descamação e vermelhidão na pele. Apesar de ser a forma mais comum de dermatite, ainda é cercada de mitos.

“Muitas pessoas acreditam que se trata de uma doença contagiosa, mas isso não é verdade. Esse estigma provoca constrangimento e sofrimento emocional, principalmente em crianças e adolescentes. O guia vem justamente para ampliar a informação e fortalecer a rede de apoio às famílias”, explica o médico José Ramos, referência técnica distrital em Saúde da Família e Comunidade.

Orientações práticas para o cuidado diário

O guia traz medidas simples e eficazes para o controle da doença, como a hidratação contínua da pele, o uso correto de corticoides tópicos, o reconhecimento precoce de sinais de infecção e a técnica do pijama úmido. Também recomenda evitar fatores que podem desencadear crises, como banhos quentes, poeira, mofo, ácaros, pólen e situações de estresse.

“Quando a família entende como cuidar da pele em casa, conseguimos reduzir o número de crises, melhorar a adesão ao tratamento e aumentar a qualidade de vida. É uma forma de tornar o SUS mais resolutivo e próximo da comunidade”, afirma Ramos.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 35% da população mundial convive com algum tipo de alergia, e estima-se que até 2050 metade da população poderá ser afetada. No Brasil, milhões de pessoas vivem com dermatite atópica em diferentes graus.

Além do impacto clínico, a doença pode trazer consequências sociais, como isolamento, bullying e baixa autoestima, especialmente em crianças. “O conhecimento é o primeiro passo para quebrar preconceitos e garantir acolhimento”, ressalta Ramos.

Base científica e acesso ao material

O guia foi elaborado com base em referências reconhecidas, como o UpToDate (2025), o Guia prático de tratamento da dermatite atópica grave da Asbai/SBP (2023) e o Tratado de Pediatria (2025), e foi adaptado ao contexto da Atenção Primária, seguindo princípios de equidade, integralidade e ética em saúde.

A SES-DF informa que o material já está disponível para profissionais e será distribuído em unidades básicas, escolas e canais digitais, fortalecendo a rede de cuidado e o combate à desinformação.

Com informações da Secretaria de Saúde

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