A alegação para a prisão de Adriana Villela é que ela teria conflitos com os pais por questões financeiras. Em duas cartas apreendidas pela polícia no apartamento dos advogados, os investigadores constataram os desentendimentos. Com a morte, Adriana vinha administrando o patrimônio da família, avaliado em mais de R$ 20 milhões.
Não ficou claro, no entanto, qual a participação de João Toccheto, marido de Rosa Maria, no caso. “É possível que ele soubesse do trabalho que a vidente fazia e se manteve calado. Neste caso, pode ser co-partícipe”, disse um investigador, que pediu para não ter o nome divulgado.
O promotor de Justiça Maurício Miranda, que acompanha o caso, informou que as prisões foram necessárias para garantir as investigações. No entanto, se recusou a dar os fundamentos do pedido porque o caso corre em segredo de Justiça. Além disso, segundo ele, “ainda faltam algumas peças” para fechar o quebra-cabeças. “Só posso dizer que as prisões foram consideradas necessárias pelo Estado.”
O diretor-geral da Polícia Civil, Pedro Cardoso Filho, lamentou a prisão do agente José Augusto. Disse que o triplo assassinato dos Villela vinha sendo investigado pela Corvida, uma delegacia especializada, e não cabia a ele continuar envolvido no caso depois da transferência, à pedido da Justiça e do próprio entendimento da direção anterior da Polícia Civil.
Augusto está preso no Departamento de Operações Especiais (DOE). Segundo uma fonte, até as 17h de ontem o advogado dele não tinha conhecimento dos fatos alegados para a prisão. “Os riscos fazem parte de nossa profissão”, lamentou um dos policiais que cuidou da escolta do colega.
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