Luís Augusto Gomes
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Proprietários de veículos sofrem com a falta de policiamento ostensivo nas ruas e os constantes furtos de estepes e rodas. Os ladrões desse tipo de equipamento agem com rapidez e eficiência como se estivessem num pit stop de Fórmula Um. Os furtos se multiplicam em estacionamentos de áreas residenciais, comerciais e escolas, e até mesmo na Esplanada dos Ministérios.
Dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP) apontam que, nos dez primeiros meses do ano passado, os ladrões deixaram pelo menos 3.479 carros apoiados em pedras ou tijolos.
O Plano Piloto é o alvo preferencial dos delinquentes. A região contabilizou 925 furtos em 2012, seguido de Taguatinga com 625, Águas Claras com 371 ocorrências, e Ceilândia com 359 registros.
Índices
Apesar da quantidade de pessoas que sofreram com a ação dos ladrões, a SSP garante que os índices estão caindo, uma vez que em 2011, a pasta registrou 3.981 furtos de estepes e rodas.
Os dados mostram ainda que os ladrões têm preferência por rodas de liga-leve e carros novos. A polícia afirma que a roda de aço é menos valorizada, mas o ladrão consegue repassar por até R$ 20. “Se o pneu for novo, pode ser vendido por até 50% do valor de mercado”, afirma um delegado que pediu anonimato. Ele lembra que a maioria desses equipamentos é repassada em borracharias, e até em lojas que vendem pneus usados.
De acordo com o policial, a venda de pneus usados é um mercado em expansão que coloca em risco a vida do cidadão. O delegado lembra que a empresária Cleonice Marinho de Araújo, de 44 anos, foi assaltada, estrupada e queimada viva, por causa dos pneus de seu Mègane. Os homens presos confessaram ter recebido R$ 60 pela encomenda e mataram a vítima para não serem reconhecidos.
M.A.G., diretor executivo de uma empresa de comunicação e morador da 413 Sul, foi vítima duas vezes desse tipo de furto. Em ambas encontrou os carros sem as duas rodas dianteiras. “Acho que não deu tempo de eles levarem as quatro rodas. Isso é o reflexo da falta de policiamento ostensivo”, afirma.
Ele conta que chegou em casa e deixou o carro atrás do prédio. No dia seguinte, quando saiu para trabalhar, levou um susto. Encontrou seu Polo e um Peugeot sem as rodas.
Outra vítima foi M.F., funcionário do Ministério de Saúde. Ele deixou o Fiat Tipo no estacionamento e subiu para trabalhar. Quando desceu, encontrou o carro sem as rodas traseiras. “Foi uma sensação de impotência”, declarou.