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Carros formam fila em primeiro dia do novo horário de vacinação e testagem no DF

A sequência de veículos seguia ao longo da ligação da L3 com a L2, passando pela via ao lado da unidade de saúde

Foto: Vítor Mendonça/Jbr

O primeiro dia do novo horário para a vacinação e testagem para a covid-19 no Distrito Federal, das 19h às 22h, gerou uma grande fila de carros na Asa Sul nesta quarta-feira (21). A Unidade Básica de Saúde (UBS) 1, na 612 Sul, montou um esquema de drive-thru para que os cidadãos pudessem se vacinar. A testagem, porém, foi direcionada para os pedestres.

A sequência de veículos seguia ao longo da ligação da L3 com a L2, passando pela via ao lado da unidade de saúde.

Foto: Vítor Mendonça/Jbr

Em busca da quarta dose da vacina contra a covid-19, Carolina Miranda Fonteles, 44 anos, servidora pública, ficou 50 minutos dentro do carro na fila para a vacinação, iniciando o trajeto para a UBS 1 ainda no início da ligação da L3 com a L2. Para ela, a vacinação neste horário foi benéfica, uma vez que garantiu que ela não perdesse nenhum horário do expediente.

“Eu trabalho o dia inteiro, então facilitou muito a minha vida. Já cumpri com minhas obrigações no serviço, e agora vim tomar a segunda dose de reforço. [Em outras etapas] tive que gastar o tempo do meu expediente para poder vacinar. Na última dose eu fiquei 1h30 na fila da unidade do Cruzeiro”, contou.

Foto: Vítor Mendonça/Jbr

O tempo gasto na fila, porém, não foi problema para a servidora, que trabalha próximo ao local. Ela decidiu assistir a uma série nos momentos em que a fila não andava. A moradora da Octogonal ficou feliz em receber mais uma dose do imunizante nesta quarta-feira (21).

Desde a noite desta quarta-feira (21), o DF conta com 14 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) que funcionarão durante o período da noite para testagens e vacinação da covid-19. As unidades espalhadas em todo o DF (veja lista abaixo) atenderão das 19h às 22h ao público acima de 12 anos, permanecendo de acordo com as atuais diretrizes durante o dia.

Portanto, permanecem as vacinações de adolescentes a partir de 12 anos – da primeira à terceira dose – e as quartas aplicações restritas ao grupo acima de 40 anos. As testagens rápidas, porém, independem de idade para o diagnóstico. Vale lembrar que as doses de reforço só podem ser tomadas após o período de quatro meses desde a última aplicação.

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Foto: Vítor Mendonça/Jbr

De acordo com a Secretaria de Saúde (SES/DF), o funcionamento noturno contará com as equipes de saúde reorganizadas, com o reforço da Atenção Secundária e o complemento salarial em conformidade com as novas horas trabalhadas. As unidades só funcionarão em período noturno durante os dias úteis da semana – apenas de segunda a sexta-feira, portanto.

Ainda segundo a pasta, quem tem mais de 18 anos pode escolher entre as marcas AstraZeneca, Janssen, CoronaVac ou Pfizer-BioNTech para receber a dose de reforço ou primeira dose, caso ainda não tenha tomado. Gestantes, puérperas e imunossuprimidos, porém, só podem receber como reforço a vacina da Pfizer. A partir dos 50 anos, a CoronaVac não poderá ser tomada para o reforço. Quanto aos adolescentes de 12 a 17 anos, só é possível escolher entre a Pfizer ou a CoronaVac.

“Temos a expectativa e a certeza de que a vacina é o caminho correto. Precisamos lembrar que o retorno às atividades só é seguro com a vacinação. Só vamos ter a liberdade realmente plena com a população vacinada”, destacou o governador do DF, Ibaneis Rocha, na manhã desta quarta. Foi o mandatário quem anunciou a nova medida pelo Twitter.

As UBSs que funcionarão das 19h às 22h serão:

UBS 1 Asa Sul
UBS 2 Asa Norte
UBS 1 Guará
UBS 1 Paranoá
UBS 1 São Sebastião
UBS 12 Ceilândia
UBS 3 Ceilândia
UBS 5 Ceilândia
UBS 7 Ceilândia
UBS 1 Águas Claras (Areal)
UBS 5 Taguatinga
UBS 1 Vicente Pires
UBS 3 Gama
UBS 1 Santa Maria

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Reforço da Janssen

Para quem iniciou o ciclo vacinal com a Janssen, a SES/DF esclareceu que mais uma dose de reforço foi liberada a partir desta quarta-feira. A ampliação, porém, não inclui quem recebeu a primeira e segunda dose das outras marcas (AstraZeneca, Pfizer ou CoronaVac) e teve a dose de reforço com a Janssen.

O público alvo desta nova medida, portanto, inclui principalmente os que tiveram prioridade na vacinação com a Janssen, como professores, pessoas em situação de rua, populações privadas de liberdade e agentes do sistema prisional. A primeira dose de reforço acontece dois meses após a última aplicação para pessoas de 18 a 39 anos, e o terceiro reforço após quatro meses para aquelas acima de 40.

Nova morte em 24h

Pelo segundo dia consecutivo, o DF registrou uma morte nas 24h entre os Boletins Informativos da SES/DF em relação à covid-19 na capital. A vítima desta quarta-feira era um homem de 80 anos ou mais que morava em Taguatinga e estava internado no Hospital Regional de Samambaia. Ele possuía uma pneumopatia (doenças que acometem os pulmões) que agravou o quadro clínico, levando ao óbito.

Já as mortes notificadas pela SES/DF em datas retroativas, isto é, anteriores à data desta quarta-feira, foram sete – cinco homens e duas mulheres entre os dias 25 de março e 21 de junho (2). As idades das vítimas variavam entre 30 e 39 anos (1), 40 e 49 (1), 50 e 59 (3), 70 e 79, e 80 anos ou mais (1). Elas residiam nas cidades do Gama, Guará, Plano Piloto (2), São Sebastião, Sobradinho e Taguatinga.

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Eles estavam internados nos Hospitais de Brasília (3), Maria Auxiliadora, e nos Regionais da Asa Norte (HRAN), da Samambaia (HRSAM) (2). Três não possuíam comorbidades, mas outros quatro possuíam agravantes para o avanço da doença pandêmica. Eram eles nefropatia (doenças nos rins), imunossupressão, distúrbios metabólicos, pneumopatia e cardiopatia (2).

Os casos diários de infecção por covid-19 continuam altos no DF. Nas 24h entre a última terça-feira (21) e esta quarta-feira, a capital registrou 3.741 novas contaminações pelo vírus. São, porém, 819 pessoas a menos que as registradas no dia anterior e 2.564 pessoas a menos que na quarta-feira da semana passada (15).

Em uma semana, portanto, os casos diminuíram aproximadamente 40%. Já na comparação com data similar do último mês – quando 965 novas pessoas foram diagnosticadas com o vírus, no dia 23 de maio –, os novos casos cresceram mais de três vezes, subindo cerca de 287%. Ao todo, 783.700 já foram infectados na capital – 727.790 se recuperaram (92,9%).

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A taxa de transmissão R(t) da covid-19 no DF segue na decrescente. Nesta quarta-feira, o índice foi calculado em 1,54, quatro centésimos a menos que o calculado na última terça-feira (21), quando a taxa fechou em 1,58, de acordo com os Boletins Epidemiológicos da Secretaria de Saúde da capital (SES/DF). Os índices de contaminação voltaram a baixar desde o dia 14 de junho, terça-feira da semana passada, quando a taxa caiu de 1,84 para 1,83.

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O valor atual da taxa de transmissão, porém, ainda evidencia que a pandemia tende a evoluir na capital, significando que 100 pessoas podem contaminar outras 154. Se o índice está abaixo de 1,00, as contaminações tendem a diminuir; se está acima, tendem a aumentar. Esta é considerada a quarta onda da covid-19 no DF.








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