Kamila Farias
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Aescola de samba Acadêmicos da Asa Norte vai homenagear os 50 anos da Universidade de Brasília (UnB) no Carnaval de 2012. Com o enredo Do saber ao ouro, 50 anos de história da UnB, a agremiação vai mostrar os momentos marcantes da universidade, como sua criação, ocupação e projetos atuais como o Programa de Avaliação Seriada (PAS) e o sistema de cotas para negros.
De acordo com o carnavalesco Augusto Magno de Carvalho, esse era um tema muito desejado pela diretoria da escola e que está guardado há dez anos. “Já era um namoro antigo. Quando a UnB fez 40 anos, esse seria o tema, mas na época, não houve desfile de Carnaval, por problemas políticos. Então, guardaram o tema, que sai agora, para comemorar os 50 anos que, a meu ver, casou bem melhor”, afirma o carnavalesco.
A história que será contada na avenida foi organizada com base em relatos de funcionários da UnB. Segundo Carvalho, ele ouviu até os mais simples trabalhadores, e assim, criou todo o enredo. “A história vai ser contada por décadas. Será como a vida de alguém, tem o nascimento, o período de criança, a juventude, a maturidade e a atualidade”, explica.
A história toda foi criada por Augusto Magno de Carvalho, e quem a anunciará na avenida será a comissão de frente. “Foram criados os Guardiões da Sabedoria, que são seres celestiais que guardam as lembranças da humanidade. São eles que vão narrar o enredo”, explica.
O primeiro carro trará uma imagem geral da instituição nos 50 anos. O segundo será sobre o período das invasões na UnB. E o terceiro vai retratar projetos atuais. “Terá mais emoção também com a comissão de frente. Além disso, a ala das baianas vai representar a democracia e a última ala, que será toda dourada, representará o jubileu de ouro da universidade”, conta.
Outro ponto importante é o retorno do carnavalesco. Ele saiu de uma escola concorrente, resgatando o período em que já havia trabalhado para a Acadêmicos da Asa Norte, há dez anos. “Larguei um casamento estável para mergulhar em uma paixão. Estou fazendo um trabalho diferenciado e estou muito animado. Neste ano, pretendo pagar uma promessa que fiz a um dos fundadores da escola, seu Anadir, que me pediu para eu dar uma vitória a ele e nunca tinha realizado”, assegura Carvalho.
Participação
Outro diferencial da escola será a participação dos próprios funcionários da UnB, inclusive, a do reitor José Geraldo de Sousa Junior. “Serão duas alas de funcionários e professores e, no último carro estará o reitor com sua esposa. Vai ficar tudo muito bonito. Já tenho o desfile todo desenhado na minha cabeça”, garante o carnavalesco.
Não é comum ver uma escola de samba desfilar seu enredo com poucas cores mas, no caso da Acadêmicos da Asa Norte, de acordo com Carvalho, 90% das alas virão em branco e vermelho, as cores da escola. No entanto, em algumas partes do desfile, terão outras cores.
“Utilizaremos cores diferenciadas em algumas ocasiões específicas. No momento da opressão, por exemplo, não tem como não usar o preto e o roxo, que são cores mais pesadas. Também não tem como não colocar o dourado ao tratar do jubileu da universidade. E vamos utilizar as cores da bandeira nacional, na parte do desfile em que falaremos da reabertura política no País”, revela.