O ministro do Meio Ambiente, treatment Carlos Minc, convocou as universidades brasileiras para o combate às usinas termelétricas a óleo e a carvão. “Abrimos guerra contra elas e espero que a academia, que conhece bem esse problema, se manifeste”, disse na noite de terça-feira, 16 de junho, durante palestra na Universidade de Brasília. Ele alerta que, sem tecnologia, as alternativas “limpas” permanecem inviáveis. “Lanço aqui um desafio, vamos mostrar que é possível uma nova matriz energética nesse país”, reforça.
A produção de energia eólica, uma das alternativas de menor impacto ambiental, é irrisória no Brasil devido aos custos – hoje ela é 50% mais cara que a hídrica. Quando comparada com Portugal, por exemplo, a produção nacional é quatro vezes menor. “Precisamos baratear, cortar imposto, fazer leilão e buscar formas de ligar a rede, que é o que mais encarece. É uma decisão política investir ou não”, afirmou Carlos Minc. “As universidades dão boas respostas, mas acho que podemos dar muito mais”, destacou o ministro, que também é professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Carlo Minc reconhece que a matriz energética brasileira está ficando mais “cara” e “suja”, devido ao aumento da participação das usinas térmicas. Militante ambientalista há 20 anos, ele demonstrou no debate sua insatisfação e defendeu medidas rigorosas para amenizar o impacto dessas usinas. “Queremos fazer com que os empresários compensem 100% das emissões e plantem milhões de árvores. Mesmo com o setor alegando que isso vai encarecer em 40% o produto final”, alertou.