Menu
Brasília

Capitão desconhecia fato de jovens terem acesso a armas em exposição

Arquivo Geral

27/02/2012 9h19

Camilla Sanches

camilla.sanches@jornaldebrasilia.com.br

 

Depois que a reportagem do Jornal de Brasília flagrou, no último sábado, crianças manuseando armas de fogo durante uma exposição da Força Nacional (FN) de Segurança em Luziânia (GO), o Ministério da Justiça informou que vai investigar o caso e punir os envolvidos, caso seja comprovada a denúncia. A atividade integrava uma ação de interação entre a comunidade e os militares, que atuam na região desde novembro de 2011.

 

Em nota, o Ministério da Justiça declarou que vai apurar o caso e aplicar as penalidades cabíveis ao soldado ou aos soldados que tenham permitido o acesso das crianças aos armamentos. O órgão assegurou que, nas próximas atividades da FN, não permitirá o acesso dos visitantes às armas:  “Sobre a matéria Exposição polêmica, veiculada na edição de 26/2/2012 do Jornal de Brasília, o comando da Força Nacional de Segurança Pública garante que, nas próximas atividades do projeto Força na Comunidade, o estande responsável por informar sobre as atividades desses policiais não exibirá armas de forma que os visitantes possam ter acesso a elas”. 

 

A nota encerra dizendo: “É importante ressaltar que, no evento realizado em Luziânia no dia 25/2/2012, a exibição dos armamentos fez parte de um esforço de informar a população sobre como atua o efetivo da Força Nacional. Todas as armas estavam inutilizadas e não colocavam em risco as pessoas que circulavam pelo local.”

 

O capitão bombeiro Paulo José Anselmo, responsável pelo projeto Força na Comunidade, que realizou o evento em Luziânia, disse não acreditar que um policial militar possa ter passado uma arma para uma criança. “Não tenho informação de que isso aconteceu. De maneira alguma isso fazia parte da exposição”, destacou ele. “O exército trabalha com armas, entre outros instrumentos. É natural expor este material”, disse.

 

Segundo Anselmo, o intuito da atividade era mostrar o que é usado no trabalho diário dos militares. “Nossa ideia era demonstrar como a força atua. Se o acesso da criança à arma aconteceu foi uma falha. Um absurdo”, considerou o capitão.

 

Fora de Brasília, o comandante da tropa, o Major Alexandre Aragon, declarou que também não sabia do manuseio das crianças com as armas, mas garantiu que isso não devia ter acontecido. “Foi um erro. Em nenhum momento elas deveriam ter sido manuseadas por menores”, observou. “Caso seja verificado que isso aconteceu realmente, com certeza será apurado”, garantiu.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado