Carlos Carone
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Os desvios de recursos públicos, superfaturamento e as constantes dispensas de licitação identificadas pelo relatório de auditoria feito pela Controladoria Geral da União (CGU) nos recursos federais transferidos ao Distrito Federal refletem o caos em que se transformou a rede pública de saúde. Apenas entre 2006 e 2009, o Fundo Nacional de Saúde (FNS) transferiu R$ 1,4 bilhão para os cofres públicos do DF. Apesar do montante bilionário, o governo local reduziu gradativamente o investimento na saúde, segundo os auditores.
A redução nas despesas destinadas à saúde chamou a atenção dos analistas da CGU. De acordo com o levantamento, 83,5% dos R$ 268 milhões repassados foram utilizados com as ações de saúde durante o ano de 2006. Entretanto, no ano seguinte, o investimento caiu para 65%. No ano passado, apesar do FNS ter repassado R$ 521 milhões para a Secretaria de Saúde, foram usados apenas R$ 370 milhões dos recursos disponíveis. O valor, somado a R$ 178 milhões que já estavam no caixa, representa apenas 53% do total que poderia ser investido na infraestrutura dos hospitais.
O relatório da CGU aponta que a dispensa de diversas licitações e a mobilização de recursos federais em contas bancárias no Banco de Brasília (BRB), que deveriam ser investidos na saúde, acarretaram uma série de problemas, como filas em hospitais, mal atendimento e a ausência de profissionais, além do sucateamento de equipamentos hospitalares.
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