A morte da cantora Preta Gil nesta semana reacendeu o alerta para o câncer colorretal, uma doença que vem apresentando aumento significativo entre adultos jovens. Segundo a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), a incidência da doença tem crescido de 1% a 2% ao ano entre pessoas de 20 a 39 anos, conforme apontam dados da American Cancer Society.
No Distrito Federal, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima 710 novos casos por ano entre 2023 e 2025. O câncer colorretal já é o segundo mais comum na capital federal, tanto entre homens quanto mulheres.
O tratamento está inserido no programa “O câncer não espera. O GDF também não”, que promove mutirões nos hospitais, amplia parcerias com a rede privada e estabelece uma linha de cuidado contínuo. A iniciativa já possibilitou mais de 1,3 mil novos tratamentos oncológicos no DF, com foco no diagnóstico precoce e na redução de filas.
O câncer colorretal se desenvolve no cólon ou no reto e, muitas vezes, tem origem em pólipos intestinais benignos que podem evoluir para tumores malignos. Os principais sinais de alerta incluem:
- sangue nas fezes
- alterações no hábito intestinal
- dores abdominais persistentes
- emagrecimento súbito
- cansaço ou fraqueza
Apesar das altas taxas de cura, a doença pode ser fatal se descoberta tardiamente. “Quando há histórico familiar, o rastreio deve começar dez anos antes da idade do primeiro diagnóstico na família. Caso contrário, a prevenção deve iniciar aos 50 anos”, alerta Gustavo Ribas, da Assessoria de Política de Prevenção e Controle de Câncer (Asscan).
A rede pública disponibiliza o exame de sangue oculto nas fezes em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Se o resultado for positivo, o paciente é encaminhado para colonoscopia, que permite diagnosticar e retirar pólipos antes de se tornarem malignos.
O oncologista da SES-DF reforça que alimentação saudável, controle de peso e redução do consumo de ultraprocessados são medidas essenciais para prevenção, especialmente frente ao aumento de casos em pessoas mais jovens.
Um dos exemplos do cuidado oferecido pela rede pública é Luciana de Jesus Silva, 50 anos, diagnosticada com câncer colorretal e que passou por cirurgia no Hospital Regional de Santa Maria. Atualmente, ela realiza quimioterapia no Hospital Regional de Taguatinga. “Não tenho nada a reclamar, o atendimento tem sido ótimo”, afirmou.
As UBSs continuam sendo a porta de entrada para os exames e acompanhamento. No DF, são mais de 170 unidades espalhadas pelas regiões administrativas, oferecendo acesso gratuito à prevenção e ao tratamento oncológico.
*Com informações da Agência Brasília