Da Redação
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Cercas de plantas com espinhos, como a coroa-de-cristo, oferecem risco aos pedestres. Quem não poda a cerca viva e desrespeita o limite de aproximação até a calçada está sujeito a multa. Por causa disso, a Administração do Lago Sul desenvolve, há cinco anos, uma campanha de conscientização dos moradores.
O aposentado Túlio Barbosa é morador do Lago Sul e todos os fins de tarde faz caminhada pelas calçadas perto de casa. Sempre atento, ele diz que é muito comum encontrar cercas com coroa-de-cristo beirando a passagem dos transeuntes. “Ando sempre com muito cuidado”. Para Barbosa, a planta representa um risco, especialmente para quem costuma utilizar as calçadas para se exercitar, como ele.
O diretor de serviços da Administração do Lago Sul, Waldir Bittencourt, diz que geralmente os pedestres denunciam pela ouvidoria onde existem cercas atrapalhando. Depois é feita uma vistoria e uma notificação para mudança. Caso a situação não mude, é aplicada multa de até R$ 5 mil, dependendo do espaço ocupado. “A acessibilidade das calçadas tem que ser de todo mundo”.
De seis em seis meses são realizadas ações para informar os moradores. A principal delas é nos sinais de trânsito, onde são entregues panfletos explicando a importância de deixar a cerca sempre podada e distante da calçada.
A casa da administradora Salete Maria Pinheiro é cercada com coroa-de-cristo. Desde que ela comprou a residência, há dois anos, as plantas estão lá. “Eu não havia me despertado para os riscos e a possibilidade de multa”. Por causa da quantidade de espinhos e do perigo que representam, ela já pensa em uma alternativa. “Vou ver a possibilidade de transformá-la em uma cerca viva”.
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