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Brasília

Campanha busca vacinar 300 mil animais no Distrito Federal

O endereço de todos os pontos de vacinação e horários de funcionamento estão disponíveis no site oficial da SES-DF

Elisa Costa

16/09/2024 20h41

A vacina é aplicada em cães e gatos com mais de três meses, desde que o animal esteja saudável, e a imunização deve ser reforçada anualmente | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde

redacao@grupojbr.com

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) realiza a etapa urbana da campanha anual de vacinação antirrábica para cães e gatos nos dias 21 e 28 de setembro, com diversos pontos de vacinação espalhados por todas as regiões administrativas da capital. A meta da pasta é imunizar 80% da população de animais do DF, o que representa 300 mil pets.

A campanha é um dos pilares do programa de vigilância da raiva, preconizado pelo Ministério da Saúde, que busca manter uma parcela das populações imunes ao vírus. Na capital federal, a iniciativa abrange 33 regiões administrativas. O endereço de todos os pontos de vacinação e horários de funcionamento estão disponíveis no site oficial da SES-DF.

Para receber a vacina, o animal deve ser maior que três meses e precisa estar saudável. Fêmeas que estejam prenhas ou que estejam amamentando não podem receber o imunizante. O tutor precisa ser maior de idade e estar com documento de identificação para registro da aplicação. Por questões de segurança, a pasta solicita que os cães estejam de coleira e que os gatos sejam levados em caixas de transporte apropriadas.

A raiva é uma doença infecciosa viral aguda, que acomete os mamíferos e que pode ser transmitida aos humanos por mordidas, lambidas e arranhões de animais infectados. A doença causa sintomas neurológicos tanto em animais, quanto em humanos. Após a contaminação, o vírus se multiplica no local da lesão e migra para o sistema nervoso, de onde parte para diferentes órgãos.

Para prevenir os casos de raiva, é preciso vacinar cães e gatos anualmente, o que também evita a contaminação nos humanos. Segundo a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), entre as doenças infecciosas de origem viral, a raiva é a única em relação a seu alcance e ao número de vítimas que pode gerar uma encefalite aguda capaz de levar as vítimas ao óbito em praticamente 100% dos casos.

Alguns sintomas são apresentados pelo animal quando ele está contaminado, como comportamento agressivo. Eles podem também ficar com a boca aberta, com muita salivação, além de recusarem água e alimento. Dificuldade para engolir, falta de coordenação motora, convulsões e paralisia nas patas também são sinais de alerta.

“A vacina antirrábica é a única forma de prevenção contra a doença da raiva que, além de não ter cura, se trata de uma zoonose, isso quer dizer que afeta animais e também pessoas”, explicou a médica veterinária Ayara Magalhães, em entrevista ao Jornal de Brasília. Segundo Ayara, se o animal apresentar algum sintoma compatível à doença, é preciso levá-lo imediatamente ao veterinário.

“Em caso de agressividade, a ponto de impedir a manipulação de forma segura, a pessoa deve isolar o animal e ligar imediatamente para a zoonose da sua região e informar a suspeita, para a realização de um exame”, destacou a veterinária. No DF, não são registrados casos de raiva em cães e gatos desde os anos 2000 e 2001, contudo a capital registrou sete casos de raiva animal em 2023, em morcegos e bovinos.

Raiva humana

Caso você receba uma mordida, lambida ou arranhão de algum animal desconhecido, é preciso lavar o ferimento imediatamente com água e sabão. Depois procure uma unidade de saúde para relatar a situação. Lá, o tratamento adequado será indicado por um profissional de saúde e se necessária, a aplicação da vacina, dependendo do tipo de exposição, características do ferimento, espécie e condição do animal agressor.

De acordo com o último boletim epidemiológico da doença, em 2023 foram realizados 14.086 atendimentos antirrábicos para humanos no Distrito Federal, sendo que a maioria dos atendimentos foram para pessoas do sexo feminino (50,3%), com maior frequência na faixa etária de 20 a 29 anos. A maior parcela das agressões foram causadas por cães (78,3%), seguido dos gatos (19,1%).

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