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Brasília

Câmeras filmam ação da polícia no DF

Arquivo Geral

07/12/2012 8h10

 

Luís Augusto Gomes
luisaugusto@jornaldebrasilia.com.br

 

A Polícia Militar  tem uma nova arma de combate à criminalidade. Trata-se de um equipamento americano que, além da câmera, conta com smartphone, óculos e sistema para armazenamento das imagens de   ações policiais. O aparelho está sendo testado pelo  Batalhão de Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas (Rotam). A ação é pioneira no País e serve para mostrar a transparência  da atividade policial.

 

Estão em uso 18 câmeras, que podem ser acopladas  de 12 formas, como  em  óculos,  na farda ou no  boné. Além da transparência, a PM quer comprovar a legitimidade das ações. Isso porque a  Rotam trabalha com operações de alto risco, e muitas  vezes é preciso fazer uso da força para reduzir a  resistência  do suspeito. “Precisamos tentar prender o elemento sem fazer uso da força letal, e por isso esse equipamento é de suma importância”, diz o tenente-coronel  Leonardo Sant’Anna.

 

Segundo ele,  o policial não tem acesso à edição das imagens, que ficam em uma base de coleta digital e vão para o servidor da PM.

 

De acordo com  o tenente-coronel Leonardo Sant’Anna, o uso das câmeras vai evitar que  suspeitos tentem descaracterizar o crime, negando, por exemplo, o tráfico de drogas ou  a posse de uma arma. Também vai reduzir o número de denúncias supostamente infundadas contra policiais militares.

 

Um exemplo do uso do   equipamento ocorreu terça-feira. Dois homens assaltaram um agente da Polícia Federal, no Núcleo Bandeirante, e fugiram com a  pistola, o celular e o carro da vítima para o Recanto das Emas. Pelo GPS do celular foi possível encontrá-los. A Rotam foi ao endereço, e a mãe do rapaz teria autorizado a entrada dos PMs. Na delegacia, os parentes contaram que os militares  invadiram a casa.

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