
Luís Augusto Gomes
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A Polícia Militar tem uma nova arma de combate à criminalidade. Trata-se de um equipamento americano que, além da câmera, conta com smartphone, óculos e sistema para armazenamento das imagens de ações policiais. O aparelho está sendo testado pelo Batalhão de Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas (Rotam). A ação é pioneira no País e serve para mostrar a transparência da atividade policial.
Estão em uso 18 câmeras, que podem ser acopladas de 12 formas, como em óculos, na farda ou no boné. Além da transparência, a PM quer comprovar a legitimidade das ações. Isso porque a Rotam trabalha com operações de alto risco, e muitas vezes é preciso fazer uso da força para reduzir a resistência do suspeito. “Precisamos tentar prender o elemento sem fazer uso da força letal, e por isso esse equipamento é de suma importância”, diz o tenente-coronel Leonardo Sant’Anna.
Segundo ele, o policial não tem acesso à edição das imagens, que ficam em uma base de coleta digital e vão para o servidor da PM.
De acordo com o tenente-coronel Leonardo Sant’Anna, o uso das câmeras vai evitar que suspeitos tentem descaracterizar o crime, negando, por exemplo, o tráfico de drogas ou a posse de uma arma. Também vai reduzir o número de denúncias supostamente infundadas contra policiais militares.
Um exemplo do uso do equipamento ocorreu terça-feira. Dois homens assaltaram um agente da Polícia Federal, no Núcleo Bandeirante, e fugiram com a pistola, o celular e o carro da vítima para o Recanto das Emas. Pelo GPS do celular foi possível encontrá-los. A Rotam foi ao endereço, e a mãe do rapaz teria autorizado a entrada dos PMs. Na delegacia, os parentes contaram que os militares invadiram a casa.