Depois de 80 dias que surgiram as primeiras denúncias do suposto esquema de formação de caixa dois no Governo do Distrito Federal, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Legislativa vai colocar em votação na quinta-feira os três pedidos de impeachment do governador afastado José Roberto Arruda (sem partido). Nos bastidores, deputados distritais governistas e oposicionistas, reconhecem que a votação dos pedidos de afastamento é uma forma de pressionar Arruda a renunciar ao cargo.
A mudança de postura dos aliados, que se esforçavam para blindar Arruda até a semana passada quando ele foi preso por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), é motivada pelo risco do Distrito Federal sofrer intervenção federal. Relator dos pedidos de impeachment na CCJ, primeira instância a analisar os processos, o deputado Batista das Cooperativas (PRP) anunciou que pretende votar a favor do afastamento.
O parecer precisa ser aprovado pela CCJ, que é composta por mais três governistas e um oposicionista. Arruda foi avisado na sexta-feira da debandada dos aliados na Câmara. O recado foi levado pelo secretário de Transportes, Alberto Fraga, que esteve reunido com parlamentares. Fraga não quis comentar a reação do governador. “Os deputados disseram que precisam dar uma resposta à sociedade”, afirmou
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