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Calor ainda judia, mas DF se prepara para a chuva

Em alguns lugares, a chuva forte surpreendeu os brasilienses que esperavam apenas por pequenas pancadas em áreas isoladas

Catarina Lima e Vítor Mendonça
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A partir de hoje, a seca, o calor e os dias abafados voltam a castigar o dia a dia do brasiliense. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) as chuvas tão festejadas que caíram desde a última sexta-feira até ontem, só voltam de forma permanente na segunda quinzena de outubro. Segundo o meteorologista Olívio Bahia, ontem foi um dia de alerta para possíveis pancadas de chuva e trovoadas isoladas. A partir de hoje, os dias secos e sem chuvas estão de volta. A previsão do Instituto é que dias nublados só voltem à cidade a partir de 03 de outubro. Olívio alertou que o desmatamento pode aumentar em até cinco graus a temperatura. “Quando uma área de cerrado é desmatada e construída, a diferença de temperatura pode variar de dois a cinco graus”, explicou. O Dia do Cerrado foi comemorado no dia 11 de setembro. Mas temos pouco o que comemorar. Mais da metade desse bioma já foi destruído devido às queimadas e desmatamento.

Após três meses de estiagem, e com as primeiras chuvas caindo na capital na última sexta-feira (24) e no fim de semana, o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) já prepara ações preventivas de conscientização com relação aos cuidados durante o período chuvoso. As estratégias são voltadas, principalmente, para a segurança da população, a fim de evitar acidentes que poderiam ser prevenidos com cuidados básicos.

Nas forças de Segurança Pública, a integração para o tempo de chuvas está em andamento e acontece pelo Centro de Operações Integradas (CIOp), que deverá unificar o CBMDF, o Departamento de Trânsito da capital (Detran) e a Defesa Civil. No ano passado, a época das chuvas mais intensas começou no 18 de novembro, de acordo com o coronel Alan Araújo, do CBMDF, e só terminaram em 18 de março de 2021. Fevereiro deste ano foi o mais chuvoso desde 1960, relembrou o militar. Neste ano, a previsão de início das águas pluviais intensas é
similar.

A preparação deverá ser feita em três fases principais, sendo a primeira delas a preparação de equipes e alertas, para o que pode vir nas chuvas. A capacitação vem em segundo lugar, com treinamentos tanto com os times das forças de Segurança Pública quanto também com grupos da população que se empenham no auxílio ao CBMDF. Por fim, há a desmobilização para o início do período de estiagem novamente no DF.

Entre as atividades previstas, também está em elaboração a campanha para passagem às viaturas com sirene ligada, que muitas vezes, segundo o coronel Alan, encontram dificuldades para cruzar vias e dirigir no perímetro urbano por conta de motoristas que não sabem como lidar com a ambulância atrás do carro. “O motorista não deve acelerar para depois dar passagem – o que é necessário é abrir caminho virando o carro para a lateral, para que a viatura passe pelo meio”, afirmou o militar.

Energia terá reforço

O diretor-superintendente Técnico da Neoenergia Brasília, Antônio Carlos Queiroz, fez observações sobre as mudanças que acontecerão dentro da distribuidora energética para evitar os desconfortos gerados pelas chuvas.

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De acordo com o representante da empresa, a principal estratégia é investir em ações preventivas, com manutenções e automações das redes de energia. Até o momento já foram investidos R$ 70 milhões para o plano estratégico, mais que o dobro do aplicado no ano passado. São 150 religadores previstos para instalação e foram montados 21 esquemas de “self-healing” – equipamentos inteligentes e mais ecológicos que se “curam” sozinhos, com uma espécie de autorregulação. Os religadores serão instalados em postes de transmissão em pontos de possíveis crises durante o período chuvoso e funcionarão garantindo o isolamento do problema.

Confira as dicas

Para outros efeitos preventivos, o Corpor de Bombeiros Militar do DF destacou algumas recomendações para os brasilienses durante as chuvas. “São coisas simples, mas que evitam grandes desastres”, afirmou o coronel Alan, do CBMDF. Para tanto, são elas:

  • Avaliação e reparo de telhados e calhas;
  • Manutenção da rede de captação de águas pluviais;
  • Manutenção da rede de águas e esgoto;
  • Podas de árvores e cercas vivas ligando para a Terracap ou a Neoenergia;
  • Ter um plano familiar de emergência para evitar a perda de documentos em casos de inundações, alagamentos e riscos de desabamento;
  • Ficar atento aos Boletins Meteorológicos. Por meio do cadastro no telefone 40199, da Defesa Civil, os cidadãos podem receber Avisos e Alertas de Desastres por SMS se o CEP estiver dentro da região do provável risco;
  • Não jogar lixo nas ruas, para evitar a vedação de bocas de lobo, que escoam a água da chuva;
  • Evitar campos abertos durante as chuvas e não se proteger debaixo de árvores, pelo perigo de ser atingido por raios.

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