Elaine Siqueira
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Segunda bebida mais popular no País, perdendo somente para a água, o café desperta diferentes opiniões entre a população. Há quem goste e não passe um dia sem consumi-lo, alegando que o produto proporciona disposição ao organismo.
Mas existem aqueles que o detestam, defendendo que a bebida contém elementos que podem agir contra a saúde. Baseados nestas hipóteses, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e profissionais do Hospital Universitário de Brasília (HUB) levantaram uma discussão sobre o consumo do produto.
Considerado uma das maiores fontes de antioxidantes na natureza, o café é também um protetor para o coração. Mas o perigo mora logo ali. Para tomá-lo sem culpa e sem danos à saúde, recomenda-se beber apenas três xícaras da bebida por dia, pois a tendência é ele viciar o organismo.
Contudo, ingerido de forma adequada e moderada, o consumo diário não é proibido. O consumo está sendo estudado também na prevenção da depressão, tabagismo, alcoolismo e Mal de Parkinson.
Combinação
De acordo com a chefe da Divisão de Nutrição do HUB, Ana Paula Zidório, o café é uma bebida de baixa caloria, desde que não se adicione outras substâncias calóricas a ele. No entanto, ela alerta que a substância possui alguns compostos que competem na absorção de alguns nutrientes, como ferro, cálcio e vitamina C. “Por isso, gestantes, idosos e pessoas anemia devem evitar o consumo excessivo”, explica a especialista.
Ela acrescenta que a cafeína, além de atuar no sistema nervoso central, também causa o aumento da produção de suco gástrico, o que é grave para pessoas com úlcera digestiva.
Degustador de um bom café expresso, Márcio Cardoso trabalha no Setor Bancário Sul e faz o percurso até o Shopping Conjunto Nacional somente para tomar uma xícara de café e ir embora. “Já se tornou um vício, principalmente depois do almoço”, confessa.