Diagnosticado aos cinco meses de vida com paralisia cerebral, o pequeno Pedro Arthur Borges Viana, hoje com três anos de idade, ganhou uma parceira inseparável no dia a dia que muito tem ajudado na evolução de seu quadro clínico. Há oito meses, ele e a família foram presentados por uma pedagoga com um filhote de cachorro fêmea da raça maltês. Os brinquedos deram lugar à companhia de Meg, que, há duas semanas, fugiu da casa de uma prima enquanto a família viajava.
De lá para cá, o jeito brincalhão de ser e as risadas contagiantes de Pedro Arthur já não são mais as mesmas. A saudade de Meg, que o acompanhava todos os dias no trajeto até a escola dentro do carro, aperta a cada dia. “Ela parece entender o problema do Pedro Arthur e o trata totalmente diferente. É possível perceber que o cuidado, o carinho que ela tem com ele, é muito maior do que com qualquer outra pessoa. Ela pula em todos, menos nele”, disse Erasmo Ferreira Viana Júnior, pai de Pedro.
Fuga
Ele relata que Meg sumiu depois que a família a deixou com uma prima para fazer uma viagem ao Nordeste. Um descuido da prima, que é médica veterinária, foi o suficiente para que a cadela ganhasse as ruas.
“Além do cuidado de deixar com uma profissional, não pensávamos que ela iria fugir. Uma janela da casa ficou aberta, e como ela tem o costume de ficar dentro de casa e pular pelos sofás, aproveitou a brecha para sair pela janela da sala”, contou o pai.
Buscas
Meg foi vista pela última vez na QS 07 do Areal, onde mora a prima da família. De pelagem branca, a cachorra tinha sido tosada há poucos dias. Cartazes foram espalhados nos postes do Areal informando o sumiço de Meg e o apelo também foi compartilhado em postagens no Facebook. Amigos da família ajudaram na divulgação e a imagem da cadela tem circulado na rede.
Dócil e brincalhona
O maltês está entre as mais antigas de todas as raças do mundo: esses animais foram mencionados em documentos já em 300 a.C. Entre as qualidades, este bichinho é conhecido por ser dócil, companheiro e que gosta de brincar. Por outro lado, pode ser rabujento e desafiar cães de porte maior. Também não é tão simples de ser adestrado. Por essas últimas características, talvez, Meg possa ter fugido. Outra preocupação é que muitos cães, roubados ou encontrados abandonados na rua, são capturados por pessoas que têm a intenção de vendê-los. Um cão maltês pode custar até R$ 3 mil, caso tenha pedigree, segundo informações de sites especializados.
“Ela vai à escola comigo”
A mãe de Pedro Arthur, Bárbara Michele Borges Ferreira, acredita que a cadela possa estar em alguma casa da região. “Alguém pode ter encontrado a Meg e não devolveu ainda porque não sabe quem é o dono. Existem inúmeros casos deste tipo, e nós esperamos que a história do nosso filho sensibilize e possa trazê-la de volta. Não é apenas uma cachorra, é parte da família e ajuda muito o Pedro”, apelou.
Desde que a maltês chegou à casa da família, Pedro apresentou melhoras significativas em seu quadro clínico. “Ele se arrasta mais pela casa para ir atrás da Meg, já fazia posições de sustentação no tronco e tinha mais agilidade. Até passou a andar de skate com o peito apoiado na prancha”, lembrou o pai.
Meg foi um presente de uma pedagoga amiga da família para que Pedro não ficasse tanto tempo em frente à televisão. Ele chora e lembra com saudade da companheira. “Ela me lambe e também vai para a escola comigo”, disse o garoto.
Contato
Se você tem notícias sobre o paradeiro de Meg, contatos podem ser feitos pelos números 3263-7479 ou 9251-6220. A cachorra maltês é dócil, de pelagem branca e está tosada.