
Quando o assunto é o uso dos dispositivos de retenção para crianças em veículos, mais conhecidos como cadeirinhas infantis, muitos pais ainda negligenciam a importância do equipamento. Os números provam que muitos pequenos estão vulneráveis a graves tipos de acidentes. Dados do Departamento de Trânsito do DF (Detran) revelam que, somente em 2013, de 1º de janeiro a 28 fevereiro, foram registradas uma média diária de 4,3 multas envolvendo transporte de criança. Em todo o ano de 2012, o quantitativo foi de 1.023 ocorrências. Os números mostram um aumento na média registrada por dia vem aumentando, pois em 2012, era de 2,8.
No último domingo, um trágico acidente ocorrido na DF 001, saída para Brazlândia, provocou a morte de um bebê de apenas três meses. A suspeita é de que a criança não estava acomodada na cadeirinha. A polícia aguarda o resultado da perícia para concluir o inquérito.
Cadeira ideal
Segundo o chefe do Núcleo de Policiamento e Fiscalização de Trânsito do Detran, Lúcio Lahm, é importante que os pais entendam as finalidades da cadeirinha. “Antes de comprar, os responsáveis devem pesquisar e verificar qual o tipo indicado para a idade do seu filho”, ensina.
Lúcio Lahm ressalta que os pais devem ter consciência da responsabilidade que têm com a vida dos filhos. “Eles têm a tarefa de zelar pela vida dos filhos, seja qual for a idade. O responsável não pode transportar a criança de qualquer maneira no carro. Muitas mortes de crianças poderiam ter sido evitadas se a criança tivesse na cadeirinha”, afirma.
Para o especialista, a negligência quanto ao uso ainda é grande. “A conscientização aumentou, mas muitos pais ainda não dão a importância necessária à segurança dos filhos. No trânsito, não dirigimos só por nós”, afirmou. Ele destaca que os responsáveis podem responder criminalmente pelo descuido. “A pessoa que comete um acidente pode ser punida por homicídio, pois a criança não tem como cuidar de si mesma”, ressalta.
Vale destacar que o uso do equipamento não é obrigatório no transporte escolar. Para Lúcio Lahm, a decisão é equivocada. “É um erro. Afinal, esse tipo de veículo leva centenas de crianças à escola.
Eduardo Alves realiza o transporte de crianças em uma van e afirma não abre mão da segurança. “Acima de tudo está a segurança com as crianças”, avalia.
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