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Brasília

Cadeirantes protestam contra violência no trânsito no Pacotão

Arquivo Geral

23/02/2009 0h00

Para relembrar os foliões da perigosa combinação de direção e bebida alcoólica, buy o Detran-DF realiza, symptoms durante todo o Carnaval,  uma campanha educativa contra a violência no trânsito. Equipes de cadeirantes, vítimas de acidentes de trânsito, estão  percorrendo vários pontos de concentração dos foliões para conscientizar a todos sobre as consequências de se dirigir  embriagado.


Ontem, a campanha Viva o Carnaval: Se beber não dirija,passou por um dos blocos derua mais tradicionais de Brasília, o Pacotão, que há 31 anos anima o Carnaval da cidade. Entre os animados foliões que pulavam ao som da marchinha da Dilma – – Eureka! Eureka! Quem já engoliu sapo, engole perereca” –, o consumo de bebida alcoólica era praticamente generalizado.


Durante a campanha educativa do Detran, que continua até amanhã, são distribuídos materiais educativos incentivando os motoristas para não pegarem o volante depois de ingerirem bebidas alcoólicas. “O objetivo do Detran não é impedir que as  pessoas bebam,mas conscientizá-las para não ingerirem bebida alcoólica se forem dirigir”, esclarece Ione Ferreira Alves, coordenadora da campanha.


O cadeirante Divino Alves Rodrigues, 29 anos, era um das oito vítimas de acidente de trânsito que estiveram no Pacotão conscientizando os foliões. O acidente que mudou a vida de Divino, em 2005, poderia ter sido evitado se o motorista do caminhão do qual era passageiro, não estivesse alcoolizado, o que provocou uma colisão com outro veículo e o deixou paraplégico. “Foi uma inconsequência do motorista que mudou a minha vida”, diz. Para  quem pretende beber durante o Carnaval, Divino deixa uma mensagem: “É melhor esperar um minuto na vida, do que perder a vida em um minuto.”


A Água Imperial, de Taguatinga, reforça o apelo dos cadeirantes no Ceilambódromo, que reservou uma ala com 35 representantes para o desfile. Embora muitos motoristas insistam em beber e dirigir, alguns preferem não correr o risco, principalmente de serem pegos em uma blitz. A jornalista Maira Lima, 27 anos, é uma delas. Ela foi curtir o bloco de rua com um grupo de amigos e garantiu que não voltaria dirigindo para casa. “Estou bebendo, mas vou entregar a chave do carro para a amiga da vez”, garante. “Assim é bem melhor. Ninguém corre risco de ficar na blitz, além de evitar um acidente”, diz.



Álcool Zero


Em conjunto com a Polícia Militar, o Detran realiza a operação de Carnaval Álcool Zero em diversos pontos estratégicos do DF. Desde o inicio das operações, mais de 30 motoristas foram parados pelas blitze. Segundo o diretor-geral do Detran, Cezar  Caldas, as ações pretendem reduzir os acidentes de trânsito, que durante o carnaval do ano passado deixou oito vítimas fatais consequência de sete acidentes, envolvendo, principalmente motoristas alcoolizados.”Temos duas linhas de atuação: a educativa e repressiva, com mais agentes nas ruas para evitar acidentes e conscientizar as pessoas sobre o perigo de combinar álcool e direção”, explica Caldas.


A embriaguês de motoristas é a principal das infrações durante o Carnaval. Segundo o major Alessandro Venturim, da PM, nos dois primeiros dias da operação – sexta e sábado – foram flagrados 32 condutores embriagados, 29 deles foram multados e três detidos por exceder o limite de 0.34 % de álcool no sangue. O motorista que dirige alcoolizado está sujeito a pagar multa de pelo menos R$ 700, registra sete pontos na carteira e ainda pode ter a habilitação suspensa.

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