Menu
Brasília

Caça-níqueis: trinta casas fechadas em 2012

Arquivo Geral

01/03/2013 8h10

Isa Stacciarini
isa.coelho@jornaldebrasilia.com.br

 

Após um ano da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, que resultou na prisão do contraventor Carlinhos Cachoeira, a Polícia Civil do DF já fechou 30 casas onde funcionavam jogos ilegais e apreendeu mais de 300 máquinas caça-níqueis, possivelmente de pessoas ligadas ao bicheiro, mas que, depois da prisão dele, passaram a trabalhar de forma autônoma. Os casos foram descobertos pela operação denominada Jackpot, deflagrada no passado pela Polícia Civil do DF. 

 

De acordo com a Delegacia de Repressão ao Combate ao Crime Organizado   (Deco), a suspeita é de que as casas estivessem funcionando sob controle de um indivíduo que pode ter trabalhado para  Cachoeira. O delegado-chefe da Deco, Henry Lopes, acredita que o trabalho criminoso passou a ser gerenciado de forma independente.

 

Ontem, duas  casas de bingo em Planaltina  (GO), Região Metropolitana do DF, foram fechadas. A ação resultou na apreensão de 21 máquinas caça-níqueis  e   R$ 2 mil. Ao todo, 14 pessoas foram levadas à delegacia, entre dez jogadores, dois gerentes e dois funcionários que serviam refeições. Segundo Lopes, ainda não é possível confirmar se os locais tinham relação com Cachoeira. “Primeiramente é necessário identificar o líder do negócio”, aponta.

 

A diligência em Planaltina de Goiás (GO) foi cumprida após denúncias anônimas e investigações em campo. Além disso, a Deco  contou com o auxílio da Divisão de Combate ao Crime Organizado  de Goiás para localizar as duas casas de jogos ilegais fechadas ontem.

 

O delegado-chefe da Deco, Henry Lopes, destaca que no momento da abordagem os locais estavam em plena atividade. “Todos tiveram uma reação de susto muito grande”, revela. Todas as 14 pessoas detidas podem responder por manutenção de jogos ilegais e eventual formação de quadrilha. Eles assinaram o Termo Circunstanciado (TC) e foram liberados.

 

A irmã de uma das pessoas envolvidas que preferiu não ser identificada, afirma que A.F.S., 46 anos, levava grupos de quatro jogadores   pelo menos três vezes por semana. Por cada pessoa era cobrado um valor de R$ 50. O trabalho dela era levar as pessoas para jogar há quase 20 anos. Com esse dinheiro, ela teria comprado carro e casa.   

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado