“Começa hoje o Noroeste, pills começa hoje um novo tempo para Brasília”. Com essa declaração o governador José Roberto Arruda inaugurou, nesta sexta-feira (16), a pedra fundamental do novo setor habitacional do Distrito Federal.
Durante o evento realizado em um portal montado na via de acesso à Câmara Legislativa, entre a EPIA e W3 Norte – ponto onde começarão as construções do Noroete –, Arruda anunciou que 85% do dinheiro arrecadado pela Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) com as vendas será para a aplicação na infraestrura das regiões carentes do DF. A urbanização do próprio setor receberá 10%. Os outros 5% restantes servirão para a construção do Parque Burle Marx.
“Espero que os empresários comprem os lotes e que as construções gerem empregos”, discursou Arruda. Estima-se que a implantação do Noroeste oferecerá 30 mil empregos diretos e movimentará todos os setores produtivos do DF. “O meu compromisso é o seguinte: feita a infraestrutura do setor, investiremos nas áreas mais humildes da cidade. É daqui, do Noroeste, que vou tirar dinheiro para fazer o asfalto do Por do Sol, do Sol Nascente, do Itapoã, da Estrutural e na Vila São José”, projetou o governador.
Arruda lembrou ainda que a construção do bairro segue o modelo do crescimento organizado em Brasília. “O que estamos lançando agora é um bairro que respeita as exigências ambientais de tal maneira que o cidadão de classe média não tenha que ir para a ilegalidade. Que ele possa comprar uma quitinete, apartamento de um, dois, três, ou quarto quartos. Vai ser o bairro ecológico do Distrito Federal”, frisou o governador.
O presidente da Terracap, Antônio Gomes, projeta que o primeiro bairro ecológico do Brasil começará a ser habitado em um ano e meio. “As construtoras precisam aprovar seus projetos, a Administração de Brasília tem que dar o alvará de construção e isso leva seis meses. Depois as construtoras levam mais um ano para construir. Há muitas interessadas, mais até do que lotes para oferecer”, revelou Antônio Gomes.
Para a administradora de Brasília, Ivelise Longhi, o setor representa uma imagem nova que toda a cidade deseja para o futuro. “Teremos o uso de energia solar, gás natural e água reciclada, com um sistema que aproveita as águas das chuvas. Além disso, o lixo terá um sistema subterrâneo de sucção”, antecipou a administradora.
Vendas das primeiras projeções
A primeira licitação dos terrenos já tem data: dia 29 de janeiro. Na ocasião, serão licitados 63 terrenos, sendo 52 para apartamentos e 11 destinados a blocos comerciais. Os preços das projeções variam de R$ 10,3 milhões (terrenos com 1.000 m²) a R$ 14,9 milhões (lotes de 1.500 m²). O valores podem ser parcelados em 12 vezes mediante uma entrada de 20%. Para concorrer, as empresas devem depositar caução até às 16h do próximo dia 28, em qualquer agência do Bando de Brasília (BRB). Só será aceita caução em espécie ou por meio de TED (Transferência Eletrônica Disponível).