Francisco Dutra
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Buracos espalhados pelas ruas do Distrito Federal desafiam a perícia e a paciência dos motoristas. As chuvas fortes abriram crateras de todos os tamanhos, comprometendo pneus, rodas e suspensão dos veículos. E, na falta do investimento adequado do Poder Público, o problema ganhou proporções preocupantes, principalmente em Ceilândia, Taguatinga, Planaltina, Plano Piloto e Vicente Pires. O levantamento dos pontos críticos da buraqueira foi feito pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap).
Na expansão do Setor O, avenida principal, QNO 17, cones de trânsito alertam motoristas sobre um grande buraco. A sinalização foi posta pelos comerciantes da região. Fartos das promessas de solução do problema, fizeram o que podiam para evitar que a clientela deixasse de frequentar o local após quedas na vala. “Tem madrugada, quando tiram os cones, que os vizinhos não dormem com a quebradeira”, contou o servidor público João Pereira, 42 anos. E, mesmo com os cones, o perigo é evidente, pois, para driblar a cratera, motoristas têm de invadir a faixa do sentido contrário.
A indignação do gerente Fabiano Rodrigues, 30 anos, com a falta de solução definitiva vai ser levada às urnas. “Governo nenhum resolve isso. Sou eleitor e não voto mais em ninguém. Esse é meu meio de protestar”, explicou. Em Vicente Pires, a Travessa 2, Bloco 2, a mesma revolta pode ser vista no comerciante Carlos Augusto Gonçalves, 48 anos.
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