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Brasília

Buracos continuam a infernizar a vida e causar prejuízos à população

Arquivo Geral

21/02/2012 9h15

Marcelo Vieira

marcelo.vieira@jornaldebrasilia.com.br

 

Os buracos no asfalto das cidades do Distrito Federal continuam a quebrar rodas de carros, caminhões e a prejudicar a locomoção de moradores. Em cidades como Samambaia, Águas Claras, Recantos das Emas e Ceilândia a situação é crítica, com buracos que, ao longo dos meses, se transformam em crateras, suficientes para engolir  motocicletas e carros de pequeno porte. Às reclamações dos moradores soma-se a indignação, porque classificam os trabalhos da Operação Tapa-Buraco realizada pela Novacap como ineficiente.

 

Segundo o  funcionário do Departamento de Estradas e Rodagem (DER) Arnaldo Marcelino dos Santos,  morador da Quadra 20 de Samambaia Norte, após um curto período de chuvas infiltra água na massa asfáltica utilizada para remendo. Com o trânsito de carros, os   buracos surgem outra vez.

 

As quadras 11, 13 e 14 de Samambaia Norte são as mais esburacadas da região. Os motoristas são obrigados a desviar, com muito cuidado, das depressões asfálticas geralmente cobertas pelas águas da chuva. “Não condeno a iniciativa da Novacap em remendar, mas é um trabalho que não extingue os buracos”, afirma Santos. 

 

Novacap

O diretor de Urbanização de Novacap, Erinaldo Sales, discorda dos moradores e afirma que a massa  asfáltica utilizada nas operações  não é de má qualidade. “Esse material que usamos foi amplamente estudado e testado, o que acontece é que os buracos voltam a aparecer por causa do comprometimento da estrutura interna do asfalto, constituído por várias camadas”, explicou o diretor. 

 

Erinaldo Sales observou que somente uma recuperação total da malha viária do Distrito Federal dará fim aos buracos. “O que nós fazemos nas operações tapa-buracos  é um trabalho emergencial”, disse o diretor. Ciente dessa deficiência, ele informou que, após o fim do período das chuvas no DF, a partir de maio a Novacap iniciará um longo trabalho de recuperação da malha viária do Distrito Federal. “Será um trabalho longo, de um ano a um ano e meio. Para acabarmos de vez com os buracos é necessário colocarmos um novo asfalto, livre de remendos”, afirmou o diretor. 

 

Ele disse ainda que, além do asfalto antigo e fragilizado, o número de bocas de lobos é insuficiente para a drenagem asfáltica, o que também contribui para o enfraquecimento gradual do asfalto. Por conta disso, a Novacap  vai iniciar, também a partir de maio, a construção de 23 mil bocas de lobos em diversos pontos das cidades do DF, em locais mapeados onde o fluxo da água das chuvas não é corretamente escoado, danificando o asfalto.

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