Gabriela Coelho
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Obrigadista R.P.V., 33 anos, recebeu alta do hospital onde estava internado. O viúvo da policial militar Márcia Helena Policarpo, 33 anos, assassinada no dia 17 de fevereiro, é acusado de ser o mandante do crime. Ele foi levado para a 38ª Delegacia de Polícia para prestar depoimento e depois foi encaminhado ao Departamento de Polícia Especializada (DPE).
O suposto executor do crime, A.S.D., foi transferido da delegacia de Águas Lindas para a 38ª DP, em seguida, para o Instituto Médico-Legal (IML) e depois, para o DPE.
O brigadista saiu do hospital por volta do meio-dia de ontem, sob escolta policial – quatro viaturas da Polícia Militar e três da Polícia Civil. De acordo com o delegado-chefe da 38º Delegacia de Polícia (DP), Gerardo Carneiro, o brigadista confessou que o crime foi motivado por dinheiro. “Ele afirmou, em depoimento, que inventou a história da suposta traição da mulher. Chegou até a falar que o dinheiro seria dividido entre os três”, explicou.
O advogado de defesa de R.P.V., Edmilson Neves, afirmou que entrará com um pedido de habeas corpus para o brigadista. “Ele tem residência fixa, é réu primário e confesso. Não tem explicação para ele ficar preso”, justificou. Já o advogado de A.S.D. , Érico Albernati, não quis entrar em detalhes. “Nem eu nem meu cliente falaremos a respeito do ocorrido. Meu cliente é inocente, eu vou defendê-lo porque ele foi induzido a participar desse crime”, disse.
O delegado assegurou que não há mais dúvidas sobre o executor do crime. “Pelas investigações, perícia e vestígios dos próprios presos, a polícia já sabe que o executor foi A.S.D. Foi um crime frio”, afirmou. Ele disse que R.P.V. ainda não acredita que está preso. “Ele não tem noção da magnitude do crime. Acha que irá para casa e pergunta quantos dias ficará preso”, relatou Carneiro.
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