Menu
Brasília

BRB e Quadra Capital encerram negociações para fundo de R$ 15 bi com ativos do Master

As negociações chegaram ao fim devido a “divergências em relação aos parâmetros econômicos e financeiros considerados adequados pelo banco para a operação”, diz a nota do BRB.

Redação Jornal de Brasília

17/07/2026 19h17

Foto: Divulgação/BRB

Foto: Divulgação/BRB

HELENA SCHUSTER
PELOTAS, RS (FOLHAPRESS)

O BRB (Banco de Brasília) informou nesta sexta-feira (17) que as tratativas com a gestora Quadra Capital, que envolviam a venda de ativos comprados do Banco Master a um fundo de investimentos, foram encerradas.


O acordo havia sido anunciado em abril deste ano e previa a transferência de ativos que tiveram origem no Master, no valor de R$ 15 bilhões, para um fundo gerido pela Quadra Capital. A transação previa o pagamento à vista de R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões, que, segundo a instituição do DF, não foram transferidos.

As negociações chegaram ao fim devido a “divergências em relação aos parâmetros econômicos e financeiros considerados adequados pelo banco para a operação”, diz a nota do BRB.


Uma parcela posterior, entre R$ 11 bilhões e R$ 12 bilhões, viria de cotas do fundo de investimento e da monetização dos ativos.

Criada em 2016, a gestora paulistana é comandada por Nilto Calixto Silva, que anteriormente trabalhou com renda fixa no Credit Suisse. Segundo dados da Comdinheiro/Nelogica, atualmente são 39 fundos com R$ 9 bilhões sob gestão da Quadra.


Na época, a Folha de S. Paulo informou que o BRB seria o maior cotista do fundo, um Fidc (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios), que já contava com mais de cem investidores comprometidos em comprar o restante das cotas. O valor investido por esses outros investidores, em sua maioria fundos de investimento, iria para o caixa do banco do Distrito Federal.


Com o fim das tratativas, o BRB afirmou que optou por “conduzir diretamente o processo de gestão e recolocação desses ativos no mercado”. “Estratégia que reforça sua atuação prudente, seu compromisso com a geração de valor e a defesa dos interesses de seus acionistas, clientes e demais públicos de relacionamento”, diz o texto.


Desde a tentativa frustrada de compra do Master e aquisição de carteiras fraudulentas da instituição de Daniel Vorcaro, o banco do DF enfrenta uma crise e negocia alternativas para se manter de pé.
O banco já completou um ano sem tornar públicos seus resultados financeiros. Os relatórios operacionais estão represados desde que veio à tona o escândalo do Master, e a falta de dados oficiais oculta o tamanho do rombo deixado pelas operações fraudulentas.


Agora, o BRB se aproxima do prazo acordado com o Banco Central para resolver a crise. Em 6 de fevereiro, o banco entregou um documento ao BC com um conjunto de ações preventivas de recomposição de capital a serem implementadas no prazo de 180 dias, ou seja, até 5 de agosto.


Apesar do momento desfavorável, o banco afirmou no comunicado desta sexta que “segue sólido, com adequada posição de liquidez e plena capacidade operacional para executar sua estratégia de negócios”.
“Clientes e mercado podem manter sua confiança na instituição, que permanece focada na sustentabilidade de longo prazo, na segurança de suas operações e na prestação de serviços com excelência”, acrescentou o texto.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado