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Brasília

Brasilienses se reúnem para pular Carnaval e pedalar no Bicicobloco

Arquivo Geral

16/02/2015 9h39

Os componentes tradicionais para curtir o Carnaval de rua estavam todos lá. Confete, serpentina, espuma, música, fantasia, adultos, jovens e crianças. A diferença é que, neste caso, os foliões decidiram aproveitar a folia sobre duas rodas no Bicicobloco. No início da manhã, centenas de super-heróis, fadas, princesas, atletas e ciclistas amadores se reuniram no Eixão Norte em direção ao Buraco do Tatu.

Tinha bicicleta grande, pequena, colorida, com rodinhas, patins, skate, triciclo e até velotrol participando do bloco, que reuniu também animais de estimação.

Comprando a ideia

Em uma única magrela, toda a família da estudante Ronieli Barbosa, 34, passeou pela pista livre. O pequeno Cauã, ou melhor, o mini super-homem de seis anos, não escondeu a alegria de poder andar de bicicleta fantasiado. Junto com o irmão Iuri, 5, a mãe e o pai Uirá Lourenço, 36, fez  todo o percurso com calma. “É nossa primeira vez no Bicicobloco e achei a ideia demais! Bicicleta por si só já é divertido, no Carnaval é mais ainda”, disse Ronieli.

Para Uirá, “a questão é disseminar o uso da bicicleta também no Carnaval”. É o único meio de transporte da família no dia a dia. Ele destacou ainda o caráter democrático do bloco: “Todos podem participar”.

Também pela primeira vez no bloco sobre rodas, o advogado Ricardo Bisinotto, 38, levou a pequena Olívia, de um ano e meio, para percorrer o Eixão no Carnaval. Equipada com muito protetor solar e um chapéu para o primeiro Carnaval, ela se divertiu com os adesivos distribuídos pela organização do evento. “Promove a saúde, todos  se conhecem e é um jeito de as pessoas se virem mais. Quem disse que não tem Carnaval em Brasília?”, questionou Ricardo.

O administrador Ginésio Gomes, 68, exaltou a ideia. Ele, que anda de bicicleta “há muito muito tempo”, chamou esposa, filhos e netos. “Nada melhor que gente saudável reunida. Quem anda de bicicleta tem outra cabeça e, para o Carnaval, é uma ótima iniciativa. Não tem limite de idade, é bem democrático”, avaliou.

Saiba mais

O Departamento de Estradas e Rodagem (DER-DF) aproveitou a festa para entregar panfletos com informações sobre as leis e as condutas no trânsito em campanha de conscientização.

O Bicicobloco 2015 contou com apoio da Secretaria de Turismo e patrocínio do Balaio Café.

Além de ter feito uma parceria com o projeto Experimente Brasília, que trabalha com a divulgação de rotas turísticas na capital.

Divertido e democrático

Em minibicicletas, os irmãos Caio e Rafael, de quatro e dois anos, rodavam pela rua observados pelo pai, Eraldo Queiroz, 36. “Gostei de andar de bicicleta no Carnaval”, disse o menino mais velho. “Gosto de me fantasiar de Star Wars”, revelou, em seguida.

“A gente mora na 112 Norte e  costumamos participar sempre que tem alguma atração no Eixão do Lazer”, contou Eraldo.

O Carnaval de bicicleta, no entanto, foi inédito. “Os meninos gostaram muito da ideia”, disse. “É bem divertido e super democrático. Tem alguns blocos que não se pode levar criança porque são muito cheios e com muito adulto. Acho bem conveniente”, opinou.

Crescimento anual

A iniciativa de usar rodas para curtir a folia brasiliense surgiu de um grupo de amigos. E saiu, pela primeira vez, em 2012. No início, eram 12 pessoas e, a cada ano, mais pessoas se integram ao grupo. Ontem, saíram com mais de 150 pessoas. “Todo mundo pode vir. Crianças, adultos, idosos. É para todos”, frisou Luiz Olivieri, 35, um dos organizadores do bloco.

A trilha sonora não vinha de um trio elétrico, mas de três bicicletas sonorizadas. No repertório, músicas africanas e latinas sob batidas eletrônicas.

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