Em resposta ao estupro de uma adolescente de 16 anos por 33 homens no Rio de Janeiro, movimentos feministas realizam manifestações de apoio à jovem e por mais rigor às leis. No Distrito Federal, a concentração foi no Museu da República e os manifestantes levaram rosas até o Supremo Tribunal Federal para pedir apoio na luta contra o crime. Segundo a Polícia Militar, cerca de 1,5 mil pessoas estiveram reunidas para o ato, que teve confusão e spray de pimenta.
Dois atos simultâneos ocorreram na manhã deste domingo (29). “Luta contra o estupro – Caminhada das Flores” e “Marcha das Flores – 30 contra TODAS” tiveram o mesmo objetivo: lutar contra a violência sexual e por mais rigor nas legislações que tratam do tema. Mais de 6,8 mil pessoas confirmaram presença nas redes sociais nos dois eventos.
Crianças, jovens, adultos e idosos, na maioria mulheres, desceram a Esplanada dos Ministérios. Carregando flores e vestidos de cores claras, cantavam palavras de ordem como “Não tem justificativa”, “Abaixo a cultura do estupro” e, ainda, “Ô seu machista, você vai ver, a mulherada não tem medo de você”. Quando chegaram na altura do STF, os manifestantes fizeram uma contagem regressiva a partir do número 30, relacionado ao estupro da jovem, e jogaram flores na direção do edifício.
Início de tumulto
Em certo momento, os manifestantes derrubaram a grade de proteção do STF e invaditram a area que estava limitada, se direcionando à Estátua da Justiça enquanto continuavam com as palavras de ordem e as flores. Assim que o alambrado foi derrubado, a Polícia Militar respondeu com Spray e a Polícia Legislativa fez um cordão humano para proteger a estátua. Mesmo com algumas pessoas passando mal, os manifestantes não pararam de cantar.
Os presentes ainda fizeram outro ato representando a violência contra a mulher. Várias calcinhas sujas de tinta vermelha, fazendo alusão a manchas de sangue, foram coladas junto a flores no prédio do STF. Além disso, mãos também foram pintadas com a mesma tinta no local.