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Brasilienses cruzam o continente e vão até o Uruguai para acompanhar a final da Libertadores

Os torcedores saíram de Brasília para uma viagem somente para acompanhar de perto a final brasileira do torneio sul-americano

Por Geovanna Bispo 24/11/2021 6h34
Foto: Arquivo pessoal

Gabriel de Sousa
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Neste sábado (27), às 17 horas no horário de Brasília, acontecerá no Estádio Centenário de Montevidéu, no Uruguai, a 62 final da Copa Libertadores da América, disputada entre as equipes do Clube de Regatas do Flamengo e da Sociedade Esportiva Palmeiras. Ambos os times, que possuem um grande número de torcedores no Distrito Federal, buscam o terceiro título da maior competição do continente.

Ambas as equipes iniciaram as suas temporadas disputando a final da Supercopa do Brasil no Estádio Nacional Mané Garrincha, no dia 11 de abril deste ano. Na ocasião, o Flamengo venceu o Palmeiras na disputa de pênaltis, após um empate no tempo normal por 2×2. Agora, as equipes decidem novamente um grande troféu, desta vez, na cidade de Montevidéu, capital do Uruguai, distante mais de 2.200 quilômetros da capital federal.

O Flamengo chegou até a final da Copa Libertadores da América após vencer todos os jogos da fase eliminatória do mata-mata – um feito inédito nos 61 anos de história da competição. Um dos jogos do Flamengo, contra a equipe paraguaia do Olimpia, foi disputado em Brasília, no Estádio Nacional Mané Garrincha. Já o Palmeiras, teve grandes desafios até chegar na finalíssima, ao superar a Universidad Católica do Chile, o arquirrival São Paulo e o Atlético Mineiro, líder do Campeonato Brasileiro.

É a primeira vez que os dois últimos campeões da Libertadores se enfrentam em uma decisão. O clube carioca venceu o torneio em 2019 ao vencer o River Plate em Lima, no Peru, por 2×1, e os paulistas venceram o rival Santos por 1×0, no Maracanã, em janeiro deste ano.

Flamenguista de Brasília no palco

O jornalista, Diego Abreu, morador do Jardins Mangueiral, decidiu ir acompanhar o Flamengo, seu clube do coração, na final da Libertadores em Montevidéu. Ambicioso, Diego comprou a passagem para o Uruguai antes mesmo do clube rubro-negro chegar até a final da competição “O Flamengo tinha acabado de passar das oitavas de final, e aí foi quando eu decidi comprar a passagem. estava confiante que o Flamengo iria chegar e decidi comprar a passagem”, afirma o torcedor.

Diego chegou em Montevidéu no domingo (21), após conseguir um período de férias no seu trabalho, e agora está dividindo o tempo conhecendo a capital uruguaia e preparando-se para a final no Estádio Centenário: “Vou passar uma semana no Uruguai vivendo esse clima de final”.

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É a segunda vez em que o jornalista vai para outro país da América do Sul para acompanhar o Flamengo em uma final de Libertadores. Em novembro de 2019, Diego foi para Lima, capital do Peru, para acompanhar a decisão daquela edição contra o River Plate, da Argentina. A sua aventura foi um sucesso: a equipe carioca venceu os argentinos por 2 x 1 com dois gols de Gabriel Barbosa, feitos no final da partida e com direito a muita aflição. “Disputar uma final de Libertadores é sempre uma ansiedade nova, eu estou tão ansioso quanto eu estava lá em Lima”, diz o flamenguista.

Nascido em 1984, foi a única vez que Diego viu o seu clube vencer a Libertadores. O Flamengo, luta pelo tricampeonato, tendo vencido além da edição de 2019, em 1981, contra a equipe chilena do Cobreloa. O jornalista acredita que o jogo contra o Palmeiras será terá uma alta tensão, e diz que tentará controlar a ansiedade do início ao fim da partida.

Palmeirenses no Centenário

Com sede em Vicente Pires, a Mancha Verde de Brasília é uma das torcidas organizadas da Sociedade Esportiva Palmeira mais estruturadas do país. Distantes 800 quilômetros da sede da equipe em São Paulo e a 2.200 da final da Copa Libertadores da América, a distância novamente não será um problema para o coletivo.

Uma das lideranças da torcida organizada é Gabriela Lagares, moradora da Vicente Pires e que torce para o Palmeiras após o contato com o irmão que também é torcedor da equipe alviverde. “Eu vi o amor que ele tinha por aquilo. Eu comecei a ir, e me apaixonei, já faz nove anos”, afirma.

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Junto com Gabriela, outras 11 pessoas estão indo com ela representando a Mancha Brasília. Eles chegaram nesta terça-feira (23) em São Paulo, e irão junto com a caravana da torcida organizada da capital paulista para Montevidéu de ônibus. A previsão é que os brasilienses cheguem no palco da final da Libertadores no início da tarde desta sexta-feira (26), véspera da decisão do maior torneio da América do Sul.

Gabriela diz que está com uma boa expectativa com a equipe do Palmeiras nesta final, mas diz que não pretende “cantar vitória antes da hora”. Porém, no caso do tricampeonato palestrino no sábado, o domingo uruguaio será cheio de comemoração nas ruas de Montevidéu. “A gente está viajando milhares de quilômetros na expectativa de que dê tudo certo. Tudo depende do time, a nossa parte a gente com certeza a gente vai fazer”, afirma confiante a palmeirense.

Nos telões de Brasília, um pedacinho do Uruguai

Morador da Ceilândia, o estudante Alexandre do Santos, de 19 anos, é apaixonado pelo Clube de Regatas do Flamengo desde a sua infância, e está ansioso para assistir a sua segunda final de Libertadores disputada pelo rubro-negro carioca em três anos. Na ocasião, o jovem tinha 17 anos, e viu o seu time ser campeão na sede da Torcida Jovem Fla, localizada na Samambaia Sul. “Lá é fantástico, você consegue sentir a energia de quem vive a paixão pelo clube. A atmosfera lá é fantástica”.

Alexandre agora irá repetir a tradição vitoriosa que fez há dois anos atrás, e irá para o mesmo local ver a partida que pode dar o tricampeonato para o Flamengo. Segundo o estudante, acompanhar o time de coração estando longe dos estádios é dificultoso. “A gente como torcedor e fanático por futebol, a gente quer muito estar perto, junto com os torcedores.”, afirma.

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Motivado a ser flamenguista pelo seu avô, que o presenteava com itens do Flamengo durante a sua infância, Alexandre diz que talvez não conseguirá dormir no seu apartamento na Ceilândia no dia anterior ao jogo. No sábado (27), após o fim do seu expediente em uma lanchonete no Guará, onde trabalha, o jovem irá pegar um veículo particular, para assistir uma das partidas mais importantes da sua vida: “Espero que a gente seja campeão. Depois do domingo, vai seguir a vida normal”.








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