Da Redação
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Muitas pessoas têm sentido na pele os efeitos do ar seco e das baixas temperaturas registradas nas últimas semanas. Na madrugada de ontem, os termômetros marcaram 11ºC. O frio quase cortante das noites de Brasília que a população vem sentindo é reflexo da sensação térmica. A temperatura, associada às condições do tempo e ao vento, entretanto, projetou a sensação de 7°C.
De qualquer forma, o Instituto de Meteorologia Nacional (Inmet) avisa que, apesar da baixa temperatura, esse ainda não foi o registro mais frio do ano.No mês de junho, os indicadores apontaram 9,4ºC na capital federal e na madrugada de quarta-feira ficou em torno de 13ºC. Desse modo, houve somente a redução de apenas dois graus. Para os especialistas da área, esse fator é considerado normal. De qualquer forma, a marca é considerada a mais baixa do mês até agora.
Roupa demais
Maria Aparecida possui uma rotina comum a muitos brasilienses. Acorda às 5h todos os dias para ir trabalhar. E, para enfrentar o frio, ela se protege com dois casacos, calça comprida, meias e luvas. O vestuário fica completo quando ela adiciona o capuz do agasalho por cima de uma máscara de tecido confeccionada no Chile e que permite que ela aqueça o rosto, deixando somente os olhos descobertos.
Anteriormente, a máscara dava espaço para uma touca e um cachecol, que exerciam a mesma função. Quando questionada sobre a descrição do tempo nas primeiras horas do dia, ela é enfática. “A sensação que tenho é que estou no Polo Norte”.
O meteorologista do Inmet, Manoel Rangel, explica: “Quanto mais vento, maior é a sensação de estar mais frio. Isso é o que a população vem sentindo”. Ele ressalta ainda que as condições do tempo seguem o grau de normalidade para essa época do ano. A umidade relativa do ar ficou em torno de 32%. A porcentagem ideal é de no mínimo 50%.
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