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Brasília

Brasiliense muda rotina para evitar crimes

Arquivo Geral

29/10/2012 8h15

Samir Mendes
samir.mendes@jornaldebrasilia.com.br

Os índices de criminalidade no Distrito Federal refletem na insegurança da população. Os crimes que mais têm assustado a população saltaram significativamente entre 2011 e este ano. Os sequestros relâmpagos, por exemplo, cresceram 22%.

Para o enfrentamento ao problema, o governo tem investido na integração das polícias e até mesmo a parceria com a Força Nacional de Segurança (FNS). No entanto, as ações ainda não foram suficientes para que o brasiliense se sinta seguro.

A designer de interiores Juliana Lucena, 29 anos, mudou a rotina após ser sequestrada na porta de casa, em Taguatinga. Três bandidos armados renderam ela e seu namorado. Eles foram jogados no porta-malas.

“Eu ouvia meu namorado gritando, enquanto eles apontavam armas na minha nuca e nas minhas costas, falando para não olhar para a cara deles, pois iriam me matar. Foi terrível. Algum tempo depois, descobri que um dos assaltantes morava perto de mim, era um traficante”, relata Juliana. Os dois tiveram os pertences roubados, incluindo cartões de crédito.

Cuidados
Após a experiência, ela passou a evitar sair desacompanhada depois de certos horários. “Dificilmente saio sozinha depois das 18h, e não dirijo sozinha à noite de jeito nenhum. Quando noto qualquer movimentação ou presença suspeita perto de mim, me retiro do local. É uma pena, mas é o preço que a gente tem que pagar pela falta de segurança”, lamenta.

A musicista Hanna Bezerra, 22, também já foi vítima da violência na cidade. Em julho, ao estacionar seu carro para ir a uma festa, um flanelinha exigiu a quantia de R$ 5 para vigiar o seu veículo. Hanna pagou o preço exigido, mas reclamou do valor e da imposição.

“Quando voltei, meu carro estava arrombado, com os vidros quebrados e o alarme cortado. Todos os meus pertences que estavam lá foram roubados: bolsas, iPod, roupas, o estepe… Tudo porque ele não gostou da maneira como eu falei com ele”, relata.

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