Johnny Braga
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A forte chuva que caiu, principalmente, sobre a Asa Norte na madrugada de ontem causou muitos estragos e prejuízos à população. Depois de 12 horas de chuva, foram registrados 37 pontos de alagamentos. De acordo com o Instituto de Meteorologia (Inmet), para todo novembro, era prevista uma quantidade de 231 milímetros de chuva. Em seis dias, já choveu 188 milímetros, o equivalente a 81% de toda chuva esperada para o mês. E a cidade, mais um ano, não está preparada para a chuva.
Por toda parte, o temporal deixou sinais visíveis. Muita lama, alagamentos em subsolos, árvores caídas e inúmeros transtornos alteraram a rotina de várias pessoas, que há poucos dias sofriam com a seca.
E vai continuar chovendo no DF, pelo menos até o dia 25. A Defesa Civil alerta para os cuidados que a população deve ter durante o período chuvoso. Os cuidados valem principalmente para aqueles que vivem em regiões de risco, como a Vila Rabelo, em Sobradinho e no Condomínio Sol Nascente.
Na 910 Norte, um muro que cerca um terreno de uma igreja ameaça desabar. Parte dele se envergou para frente e uma barra de concreto o mantém de pé. A estrutura pode ruir caso ocorra mais um temporal. No final da Asa Norte, água e lama invadiram o estacionamento subterrâneo de um hipermercado.
Foram relatados ainda casos de desabamentos de tetos: na 405 Norte, a cobertura em uma quitinete ruiu, assim como ocorreu no prédio da Secretaria de Saúde. Novamente, foram registrados apagões por todo DF e o Corpo de Bombeiros teve de resgatar os passageiros de um ônibus que ficou ilhado. A tesourinhas, novamente inundadas, se transformaram em armadilhas aos motoristas.