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Brasília

Brasília tem a terceira melhor malha rodoviária do país

Arquivo Geral

16/09/2010 8h17

Cristina Sena

cristina.sena@jornaldebrasilia.com.br

 

O Distrito Federal conta com a terceira melhor malha rodoviária do País, sendo a única unidade da federação sem rodovias em péssimo estado. A constatação é a Pesquisa de Rodovias 2010 da Confederação Nacional do Transporte (CNT), divulgada ontem. 

 

São Paulo foi o estado com melhor avaliação, seguido do Rio Grande do Sul. As estradas em pior condição estão em Roraima. Entre 3 de maio e 18 de junho deste ano, 15 pesquisadores da CNT avaliaram 90,945 quilômetros, o que representa toda a malha viária federal e as principais rodovias estaduais. Os critérios foram a conservação do pavimento, da sinalização e da geometria. 

 

No DF, quase metade (48,5%) da malha viária pesquisada foi considerada em bom estado, 23,3% estão ótimas condições, 20,8%, regulares, e apenas 7,4% classificadas como ruins. As recentes duplicações, como a da BR-060 e reformas de vias foram consideradas as principais razões para a boa avaliação na 14ª edição da pesquisa. 

 

Mão dupla

 

As obras da BR-060 ainda não terminaram e causam transtornos. Na altura do quilômetro 14, no sentido Brasília/Goiânia, a duplicação está em curso. Mais de 20 quilômetros depois, a pista volta a ser de mão dupla por causa de um viaduto interrompido. 

 

O especialista em transportes Flávio Dias afirma que o resultado não merece palmas. “Apesar do destaque positivo em relação à média nacional, são poucas as classificadas em estado ótimo. Faltam investimentos não só no DF, mas em todo o Brasil. O que nos diferencia é que temos, além das verbas distritais, repasses federais previstos na Constituição para a capital do País”.

 

Dias questiona qualidade do asfalto. “As maiores avaliações ótimas foram dadas justamente em estradas privatizadas. Obras que duram cinco anos poderiam durar 30, caso o material utilizado se igualasse aos das vias mantidas por empresas. No fim, pela necessidade de reforma e recapeamento, fica mais caro que investir em tecnologia”, afirmou.  

 

Leia mais na edição desta quinta-feira (16) do Jornal de Brasília.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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