No próximo sábado, os primeiros 100 servidores públicos do DF, participantes da edição 2014 do programa Brasília Sem Fronteiras embarcam rumo à Holanda e Áustria. No dia seguinte, será a vez de 40 alunos dos Centros Interescolares de Línguas (CILs) partirem para os Estados Unidos. Outros 50 servidores também seguirão para a Europa, em novembro próximo.
No total, 190 integrantes do programa paticiparam, na manhã desta quarta-feira, de confraternização que reuniu, em Brasília, o governador Agnelo Queiroz, secretários, embaixadores e autoridades.
Integralmente custeado pelo GDF, o programa oferece educação, imersão e capacitação internacional, com o objetivo de contribuir para a formação de líderes e promover a geração de conhecimento. As aulas terão quatro semanas de duração.
“A experiência será bastante útil no
meu trabalho. Pretendo ascender na minha área de Gestão de Pessoas e o curso me ajudará com isso”, afirmou a gerente de equipe do BRB, Camila Peregrino, que participará, na Áustria, do Capacitação de Liderança em Gestão Pública para Cidades Competitivas.
“Espero voltar de lá com uma visão mais empreendedora e voltada para o futuro”, afirmou o estudante do CIL Brasília Daniel Batista de Oliveira, que participará, nos Estados Unidos, do curso Liderança Global para o Futuro. Os aprovados que embarcam neste sábado e em novembro passaram no teste aplicado em agosto de 2013.
“O grande número de inscrições mostra que há uma demanda enorme. Estudamos a possibilidade de aumentar o número de vagas”, disse o governador. Na primeira edição, em 2013, 126 estudantes foram aos EUA e os servidores, para Holanda e Áustria.
Vitrine para o mercado
Uma oportunidade para os alunos colocarem em prática o que aprenderam nos cursos, além de servir como divulgação de seu trabalho para o mercado de trabalho.
É o que observou o coordenador da equipe Lucival Malcher, ao apontar que muitos alunos que passaram pelo Piratas do Cerrado tiveram impulso em suas carreiras e hoje trabalham para grandes montadoras.
Para o capitão Danilo Borges, quem participa do Piratas do Cerrado adquire experiência em elaboração e construção de projetos e se familiariza com várias situaçõescomuns no mercado de trabalho. Entre elas, ela destacou “o trabalho com prazos curtos de entrega, trabalho em equipe, administração de um grupo, o que valoriza o contato com profissionais a área de engenharia”.
Investimento financeiro é elevado
A produção do Baja está longe de ser barata. Em um ano, somente nas fases de planejamento e montagem, é necessário investir cerca de R$ 40 mil. O capitão da equipe, Danilo Borges, explicou que a maior dificuldade do empreendimento é de natureza financeira. “A universidade apoia os processos de importação de peças e o transporte para a competição, mas isso não é suficiente”, admitiu.
Assim como os recursos necessários, o tempo dispendido nesse processo também é elevado e crescente, à medida que as competições se aproximam. “Ele pode ultrapassar a 12h por dia, que pode saltar para 20 horas diárias”, estimou Danilo, acrescentando que o trabalho se estende aos fins de semana, feriados e nas férias”, afirmou o capitão da equipe.
Avaliação
Na disputa, engenheiros avaliam o projeto, custos, capacidade do veículo, condições de segurança e conforto nas etapas de estática, dinâmica e enduro. Na primeira, verifica-se o projeto e a segurança do carro. Depois, é a vez da tração, aceleração, frenagem e velocidade. Por fim, há o Enduro de Resistência, em que os carros correm por quatro horas em circuito de terra com obstáculos como valas, troncos e pedras.