Brasília voltou a sediar a Conferência Nacional das Cidades após mais de 13 anos, reunindo de 24 a 27 de fevereiro mais de 1,6 mil representantes de todo o país para debater o desenvolvimento urbano nacional.
Organizado pelo Conselho das Cidades, órgão colegiado vinculado ao Ministério das Cidades, o evento é o ápice de um processo que incluiu reuniões em mais de 1,8 mil dos 5.570 municípios brasileiros, nos 26 estados e no Distrito Federal.
Participam do encontro representantes do poder público, da academia, de movimentos sociais e do setor empresarial, com o objetivo de definir as diretrizes da Política Nacional de Desenvolvimento Urbano (PNDU), discutida desde 2019 para promover o desenvolvimento urbano sustentável no Brasil.
Os 1,6 mil delegados, eleitos em encontros estaduais, trazem reivindicações aprovadas em seus territórios para serem debatidas em salas temáticas. Ao final da conferência, as propostas serão consolidadas em um documento oficial que servirá de base para a elaboração da PNDU.
Os temas em discussão incluem habitação, saneamento, periferias, mobilidade e desenvolvimento urbano, controle social, regularização fundiária, cooperação interfederativa, sustentabilidade, clima, transformações digitais, acessibilidade tecnológica e segurança cidadã.
Em participação no programa Bom Dia, Ministro, transmitido pela EBC, o ministro das Cidades, Jader Filho, classificou a 6ª Conferência Nacional das Cidades como fundamental. Ele destacou o caráter participativo do evento em um país continental e lamentou a ausência de edições desde 2013, quando o primeiro governo Lula instituiu o formato em 2003.
Filho associou a realização da conferência à reconstrução do Conselho das Cidades, extinto em 2019 durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, com reuniões trimestrais retomadas para debater soluções para as cidades brasileiras.