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Brasília

Brasília recebe Catetinho reformado

Arquivo Geral

20/04/2012 21h19

O governador Agnelo Queiroz, acompanhado da primeira-dama Ilza Queiroz, participa neste momento da solenidade de entrega da primeira residência oficial do presidente Juscelino Kubitschek – o Catetinho – totalmente restaurada.  A cerimônia conta com a presença de três pioneiros de Araxá, que participaram das obras do prédio. Neste momento, o governador e a primeira-dama participam de uma seresta.

 

“É um presente pelos 52 anos da cidade ter a recuperação do Catetinho. O primeiro prédio construído no Distrito Federal , o primeiro prédio também neste formato de pilotis e a primeira morada e escritório de Juscelino Kubitschek”, declarou o governador Agnelo Queiroz. “Isto é histórico para nós, reforça o nosso acervo e a nossa história. Aqui fizemos uma recuperação total porque o cupim estava destruindo a estrutura e poderíamos ter perdido um monumento fundamental da nossa história.”

 

O governador destacou a importância econômica do Catetinho. “Precisamos pensar na preservação como um aliado na geração de receitas para a cidade e para o turismo. É preciso manter  as áreas de visitação e dar a oportunidade para que as futuras gerações conheçam o desenvolvimento fantástico de uma nova capital, a força empreendedora do povo brasileiro e a determinação de Juscelino Kubitschek “, reforçou. “Com isso, estamos resgatando a nossa cultura mas também pensando no fortalecimento do turismo e na manutenção da própria cidade para o futuro”.

 

O GDF investiu R$722 mil na restauração do projeto museográfico que retoma as referências de época e preserva a construção, objetos e mobiliário originais. O Catetinho é composto pelo prédio principal e anexo. É tombado pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – SPHAN. “O Catetinho tem um simbolismo muito forte porque foi construído durante a epopeia da construção de Brasília. Hoje ele é um dos atrativos turísticos mais visitados da cidade, pelos moradores e pelos turistas”, enfatizou o secretário de Turismo do DF, Luis Otávio Neves.

 

A cerimônia começou com uma visita à Fazenda Gama, que faz divisa com o Catetinho. Na Casa Velha, sede da fazenda, Agnelo Queiroz se encontrou com dona Zenaide Santos, que servia café ao ex-presidente Juscelino Kubitschek. Desde o início da visita, o governador está sendo acompanhado por quatro pioneiros que hoje moram em Araxá (Minas Gerais): José Donaldo Bittencourt, Josué Ferreira da Silva e Miguel Pereira da Cunha. “Os pioneiros que estão aqui, o eletricista, o que fez a parte hidráulica, o contador, estão juntos conosco contando a história de como, por exemplo, foram colocados o vitral e a janela trazidos de Araxá”, comentou Agnelo Queiroz.

 

Os pioneiros vindos de Araxá foram condecorados em cerimônia aberta ao som do Hino de Brasília, tocado pela autora, a pianista Neusa França. Vinte e cinco homenagens foram prestadas a pioneiros que já morreram, entre eles, Marieta Borello, que chegou a Brasília em 1957 e montou o restaurante Lindóia, na segunda avenida, um dos primeiros restaurantes da Cidade Livre; Contardo Dino Cazzola, dono da empresa Cine-Repórter, que documentou em filmes os primeiros momentos da construção; o artista plástico Athos Bulcão, que veio do Rio de Janeiro para Brasília em 1958 a convite do Niemeyer para trabalhar no Departamento de Arquitetura e Turismo; Edson Braz de Queiroz, natural de Luziânia, que veio para a nova capital em 1957 e montou a olaria que fabricou os primeiros tijolos – usados para montar os fogões do Catetinho e da Companhia Metropolitana. 

 

Pioneiros – O mineiro José Donaldo foi responsável pela entrega das venezianas, portas e forro do Catetinho. Todas as peças foram fabricadas em Araxá e trazidas para Brasília. Ele ficou 12 dias na obra. Josué Ferreira, mecânico, não imaginava que os 10 dias em que esteve na nova capital seriam o ponto de partida para um sonho tão grandioso. “Nós fomos escalados para vir pra cá trabalhar na construção do Catetinho para Juscelino. Éramos 26 operários. Aquilo foi um evento muito importante e eu me sinto muito feliz por ter participado do inicio da construção de Brasília”, disse, aos 83 anos. Miguel Pereira , que tinha 16 anos na época, trabalhou como auxiliar de bombeiro encanador. “Nunca pensei na minha vida que iria participar da construção desta cidade. Na época voltamos para Araxá e ninguém acreditava que neste lugar ia nascer uma cidade tão linda e famosa como é Brasília”, disse aos 73 anos. 

 

Estão presentes na solenidade o secretário de Estado de Desenvolvimento Urbano e Habitação do Distrito Federal , Geraldo Magela, secretário de Estado da Saúde, Rafael Barbosa, secretário de Estado da Cultura, Hamilton Pereira, o administrador do Park Way, José Benevenuto Estrela, a gerente do Museu Vivo da Memória Candanga, Rosane Stuckert, o superintendente do Arquivo Público do Distrito Federal, Gustavo Chauvet, a subprocuradora geral da República, Helenita Caiado Acioli, além de representantes da embaixada da Itália.

 

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