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Brasília

Brasília no aquecimento para a Copa de 2014

Arquivo Geral

18/02/2010 16h23

2014 será um ano especial para os brasileiros. Famosa por ser uma nação de apaixonados por futebol, o país sediará a Copa do Mundo pela segunda vez na história (a primeira foi em 1950). Para quem vive em Brasília – uma das 12 cidades escolhidas para sediar os jogos – esta será a oportunidade de receber um evento esportivo de primeira grandeza.

Para garantir que a cidade tenha as melhores condições para sediar o evento, o Governo do Distrito Federal não tem poupado esforços. O principal deles é a reforma e ampliação do Estádio Nacional Mané Garrincha. Os custos das obras estão estimados em R$ 600 milhões. A capacidade atual do espaço é de 45 mil torcedores. Com as obras, 71 mil pessoas poderão assistir aos jogos. O projeto executivo está dentro de todas as exigências feitas pelo caderno de encargos da Federação Internacional de Futebol (FIFA) e já foi aprovado.

A licitação da reforma deve ser aberta no dia 25 de fevereiro. Com isso, as obras estão previstas para começar até o fim de março. Segundo o gerente de projetos da Copa, Sérgio Graça, o GDF espera que o estádio fique pronto até dezembro de 2012 – seis meses antes da Copa das Confederações. “Brasília está com o projeto-executivo do estádio abonado. Outras cidades ainda estão na fase de elaboração. É importante ressaltar que esta será uma reforma que vai transformar o Mané Garrincha”, assegurou Graça.

O estádio terá uma cobertura em estrutura metálica e uma membrana tensionada entre cabos de aço da estrutura principal. A pista de atletismo será rebaixada em quatro metros, possibilitando às arquibancadas superiores e intermediárias perfeita visibilidade do campo. A área conhecida como “geral” será demolida para dar lugar à nova arquibancada inferior, mais próxima ao campo. A estrutura contará ainda com três subsolos, onde serão construídos estacionamentos privativos, quatro vestiários para jogadores, dois para árbitros, dois para gandulas, uma central médica, uma sala de exames antidoping e áreas de apoio exigidas pela FIFA.

Para financiar as obras do estádio, o GDF optou por captar recursos por meio da venda de terrenos na área central da cidade. O governo federal, inclusive, ofereceu ao governo local a possibilidade de realizar um financiamento no valor de R$ 400 milhões para a construção do prédio. Também foram oferecidos R$ 361 milhões para as obras de mobilidade urbana de Brasília.

Melhorias no transporte público

As obras para implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), etapa que liga o Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek ao Terminal da Asa Sul, estão garantidas. Para esta fase serão utilizados R$ 263 milhões. Os R$ 98 milhões restantes serão usados na ampliação da via que liga o balão Sarah Kubitschek até o aeroporto.

A retomada das obras do VLT, em fevereiro deste ano, impulsiona os demais investimentos em mobilidade urbana que a cidade ganhará. O novo meio de transporte, o primeiro instalado em uma cidade da América Latina, ligará o Aeroporto JK ao centro de Brasília. A intenção é facilitar o acesso a pontos de interesse turístico, como hotéis, o Centro de Convenções e o Mané Garrincha. A implantação do VLT foi dividida em três fases. O primeiro trecho, que fará a ligação entre o Terminal da Asa Sul ao centro, ficará pronto em dezembro de 2012. As demais etapas, incluindo o trecho que ligará o aeroporto ao final da Asa Sul, estarão prontos para a Copa.

Uma das preocupações do GDF é garantir maior facilidade de locomoção na capital. Para isso, obras como a implantação da SAF SUL e a construção do Viaduto do Periquito se tornaram prioridades. A SAF 5 Via Paralela, que fará ligação entre a L2 e W4 Sul, é estratégica. O novo trecho vinculará a L4 Sul, próxima ao Lago Paranoá, à W4 Sul, que dá acesso às quadras 900, colégios e igrejas. A pista facilitará o fluxo de veículos entre os hotéis e os estádios durante os jogos. Cerca de 70% do projeto já estão concluídos. Foram investidos R$ 24 milhões.

Já o Viaduto do Periquito irá auxiliar o acesso ao Estádio do Gama, que servirá como espaço para treinos das seleções. “Esses espaços serão disponibilizados por nós e as seleções escolherão treinar onde for melhor. Todos os demais estádios da cidade servirão como base para os times. Assim como os campos de clubes sociais”, afirma Sérgio Graça.

O balão do Periquito, por onde passam cerca de 100 mil carros veículos por dia, será transformado em um moderno complexo viário. As retenções no trânsito da região serão amenizadas pela criação de uma via marginal à DF-480 e um túnel sob a DF-001, principalmente para quem sai do Gama e usa a DF-065 para chegar ao Plano Piloto. Em outra etapa da obra, o balão dará lugar a dois viadutos. A construção ligará a DF-001 à BR-040, que vai para Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Para facilitar a vida daqueles que usam os percursos, serão gastos R$ 5,4 milhões na construção de todo complexo.

Ampliação do aeroporto

As mudanças no aeroporto também prometem trazer melhorias permanentes para os moradores da cidade. O projeto de ampliação do terminal está pronto. O próximo passo é a licitação, que será realizada pela Infraero. Assim como nas demais cidades-sede, as obras nos aeroportos são de responsabilidade do Governo Federal. De acordo com Graça, a Infraero garante que, após as obras, o Aeroporto JK passará a operar com 25 milhões de passageiros por ano. Atualmente, 10,5 milhões de pessoas chegam ou saem de Brasília de avião anualmente. A principal via de ligação do aeroporto também passará por transformações. A DF-047, que liga o aeroporto ao balão de acesso, será duplicada.

A cidade conta ainda com a peculiaridade de poder concentrar, em um pequeno espaço, grande parte das festividades da Copa. A proximidade entre o Setor Hoteleiro, o Estádio Nacional Mané Garrincha, o Parque da Cidade e o Centro de Convenções – que servirá como Centro de Mídia – facilitará a locomoção de turistas. “Brasília está muito bem. Temos problemas com o transporte, mas se formos fazer uma comparação com as outras cidades, nossas dificuldades são muito menores. Temos a vantagem de conseguir organizar e realizar os eventos em um raio de 2,5 quilômetros. As pessoas podem fazer tudo a pé”, constatou.

Aprendendo a receber o turista 

Os motoristas de táxi do DF começaram a receber o apoio do governo para melhor atender os visitantes da capital.  O projeto Brasília Turística, iniciativa da Secretaria do Trabalho (Setrab) em parceria com a Agência Brasiliense de Turismo (Brasiliatur), vai oferecer aulas nas áreas de História de Brasília, Ética e Cidadania, Comportamento e Relações Interpessoais, Turismo no DF, Qualidade no Atendimento, Empreendedorismo, Inglês e Espanhol básicos, além de temas relacionados à preservação do meio ambiente e ao combate à exploração sexual. A ideia é que os turistas que visitem Brasília em razão da Copa e de outros eventos possam contar com profissionais capazes de realizar um bom atendimento, apresentando o que há de melhor na cidade.

A primeira turma, composta por 200 taxistas, está com as aulas marcadas para 22 de fevereiro. Em seguida outros 200 motoristas de táxi serão atendidos até completar o total de 1.350 pessoas capacitadas. Serão duas horas de aula diárias durante dois meses. As aulas serão ministradas em dois locais, para facilitar o comparecimento dos taxistas. Motoristas que trabalham em pontos no Plano Piloto, como o Setor Hoteleiro, poderão fazer o curso no Instituto Terra Mater, na 903 Sul.  Também haverá aulas na sede do sindicato da categoria, próximo ao aeroporto.

Os taxistas que desejarem participar do curso devem comparecer à Agência do Trabalhador da Galeria dos Estados, localizada na plataforma superior da estação do metrô. É necessário apresentar a licença ou permissão de uso válida, carteira de identidade e comprovante de residência. Também é preciso ser permissionário há mais de um ano e ter concluído o Ensino Fundamental. Motoristas locatários também podem se inscrever.

 

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