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Brasília

Brasília faz celebração ao "cometa passageiro"

Arquivo Geral

13/12/2012 7h34

 

Isa Stacciarini
isa.coelho@jornaldebrasilia.com.br

 

 

Foi no interior de um dos monumentos mais admirados do Planalto Central, desenhado pelo próprio Oscar Niemeyer, que o arquiteto foi mais uma vez homenageado com louvor. A celebração de Sétimo Dia pela morte de Niemeyer ocorreu na Catedral Metropolitana de Brasília e teve início às 12h15. Diversas pessoas entre fiéis, admiradores e autoridades políticas participaram da missa celebrada em memória ao arquiteto.

 

fim da cerimônia religiosa, o músico e bandolinista Hamilton de Holanda tocou a composição Ave Maria e Carinhoso em homenagem ao dono dos traços tortuosos. Uma carta escrita pela esposa de Niemeyer, Vera Lúcia Niemeyer, foi lida pelo pároco. A viúva, que se referiu ao esposo como “cometa passageiro”, agradeceu as homenagens ao marido e o carinho da população de Brasília.

 

Estiveram presentes o governador Agnelo Queiroz, o vice-governador Tadeu Filippelli e os senadores Rodrigo Rollemberg e Cristovam Buarque. Para Agnelo, a missa representou uma ação de graças àquele que projetou a capital federal. “A cidade ama Niemeyer que desenhou não apenas as obras, mas Brasília. Além do sentimento de pesar de todo o povo do DF, esse foi um momento de agradecimento e orgulho por tê-lo como idealizador da capital”, disse o governador.

 

O senador Rollemberg ressaltou o local para a celebração da missa de sétimo dia do arquiteto. “Niemeyer está dentro da cidade e dentro de nós. É uma reverência permanente e nada melhor do que este local. Estamos no templo dele, na Catedral de Brasília, e na Esplanada dos Ministérios”.

 

Memória

No último dia 5, data em que Niemeyer faleceu, o GDF autorizou a concessão do terreno para que  mais uma obra do arquiteto possa sair do papel: o Memorial de Liberdade Presidente João Goulart.

 

O monumento será construído no Eixo Monumental Leste. O projeto urbanístico foi assinado entre a Secretaria de Cultura do DF e o Instituto João Goulart, representado por João Vicente Goulart, filho do ex-presidente.

 

O secretário de Cultura, Hamilton Pereira, explicou que o acordo foi fechado em um encontro com a família de João Goulart que estava em Brasília durante as homenagens pela morte do arquiteto. “Foi concluída a redação do texto para preparar audiência da família com o governador Agnelo Queiroz. A partir daí é que a cessão será formalizada entre o GDF e o Instituto João Goulart.  É da maior importância para o governo a construção de um espaço cultural para cultivar a memória das lutas pela democracia no Brasil”, destaca.

 

Filho de João Goulart, João Vicente Goulart informou que a primeira etapa para a construção do memorial foi a aprovação do projeto paisagístico. Segundo ele, após a conclusão do processo, começará um longo procedimento para captação dos recursos necessários para o início das obras.

 

“Foram sete anos até conseguir a aprovação da primeira etapa. Foi uma luta para conseguir um espaço que mostre às novas gerações o quanto foi difícil a restauração da democracia do Brasil. Muitos jovens não conhecem essa batalha perspicaz e ativa”, afirmou.

 

O governador Agnelo Queiroz disse que não há previsão de início das obras.

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